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26/12/2014 12:35 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Metrô e CPTM vão entregar apenas duas das nove estações prometidas para 2015

Governo do Estado de São Paulo/Flickr
O Governador Geraldo Alckmin vistoria as obras da Estação Fradique Coutinho da Linha Amarela do Metrô. Data: 28/10/2014. Local: São Paulo/SP. Foto: Alexandre Carvalho/A2 FOTOGRAFIA

O governo do Estado de São Paulo entregará, em 2015, menos estações de metrô e de trem do que neste ano, e também em número menor do que havia anunciado.

Pelo cronograma da gestão do governador reeleito, Geraldo Alckmin (PSDB), no próximo ano serão inauguradas duas novas estações do Metrô - Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie. As duas estações já entregues no monotrilho da Linha 15-Prata, que estava em fase de testes, também passarão a funcionar integralmente em 2015.

Questionado, Alckmin afirmou que obras de mobilidade, "caríssimas e complexas", não ficam prontas "em 24 horas". Alckmin inicia em 1º de janeiro seu quarto mandato como governador de São Paulo.

O Metrô informou, por meio de nota, que, para o mesmo ano, a empresa promete o início das perfurações da Linha 6-Laranja (entre a Vila Brasilândia, na zona norte, e São Joaquim, na região central) "Além disso, mais 31,2 km de vias e 26 estações estarão em construção com o início das obras das Linhas 2 (prolongamento) e 18, que ligará São Paulo ao ABC", afirma o texto.

Para 2015, além das duas estações de metrô, a linha de trem 11-Coral da CPTM ganhará duas estações reconstruídas (Suzano e Ferraz de Vasconcelos) e uma reformada (Poá). Afora a entrega das três estações renovadas, em 2015 "terão início as obras de construção da nova Estação União de Vila Nova, na Linha 12, e a reconstrução de 18 estações, além da implementação de um terminal de ônibus metropolitano, em Franco da Rocha". A reconstrução das paradas está orçada em R$ 590 milhões, verba que virá do governo federal, "que, até o momento, não definiu a data de repasse".

A Linha 17-Ouro, monotrilho do Metrô entre Congonhas e Morumbi, e a Linha 13-Jade da CPTM, entre Engenheiro Goulart e o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, estavam previstas para 2015, mas não serão concluídas.

A consultora de marketing Margarete de Moraes, de 45 anos, que vive no Jabaquara, na zona sul, se queixa dos prazos. "Há uns sete anos ouço falar da Linha 17 e, até agora, nada, nem sombra de obra para esses lados. Só prometem e prometem prazos, mas não cumprem", disse. A segunda fase da Linha 5-Lilás, na mesma região da cidade, também ficou para 2016.

(Com Estadão Conteúdo)