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25/12/2014 13:51 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Papa condena 'perseguição brutal' a minorias religiosas

Franco Origlia via Getty Images
VATICAN CITY, VATICAN - DECEMBER 25: Pope Francis waves to the faithful as he delivers his Christmas Day message from the central balcony of St Peter's Basilica on December 25, 2014 in Vatican City, Vatican. The 'Urbi et Orbi' blessing (to the city and to the world) is recognised as a Christmas tradition by Catholics with the Pope Francis focusing this year on the peace in the world. (Photo by Franco Origlia/Getty Images)

Em sua tradicional mensagem de Natal, o papa Francisco pediu o fim da "perseguição brutal" a minorias religiosas em conflitos bélicos. No discurso Urbi et Orbi ("Para a cidade e para o mundo", em tradução literal), o pontífice citou especificamente os cristãos do Iraque e da Síria, vítimas da selvageria do grupo jihadista Estado Islâmico.

"Eu peço a Ele, o Salvador do mundo, que olhe para nossos irmãos e irmãs no Iraque e na Síria, que por muito tempo agora vêm sofrendo os efeitos de um conflito em andamento e que, juntos com aqueles que pertencem a outros grupos étnicos e religiosos, estão sofrendo uma perseguição brutal", disse o papa.

Discursando para mais de 80 mil pessoas que lotaram a Praça de São Pedro, Francisco conclamou a todos que não sejam indiferentes ao sofrimento do próximo. O papa argentino também lembrou aqueles que são “mantidos reféns ou massacrados” na Nigéria, país que enfrenta uma forte insurgência de terroristas islâmicos.

Francisco pediu ainda por diálogo entre israelenses e palestinos, condenou os ataques de militantes do Taleban que mataram mais de 130 estudantes no Paquistão na semana passada, e agradeceu aos que estão ajudando as vítimas da epidemia de ebola. Ao falar sobre a Ucrânia, o pontífice apelou para que se vença o ódio e a violência com “um novo caminho de fraternidade e reconciliação”.

O papa também dedicou trechos de sua mensagem às crianças. O pontífice condenou o fato de que "tantas [sejam] vítimas da violência, objeto de tráfico ilícito e tráfico de pessoas". Francisco falou ainda sobre as crianças "mortas antes de ver a luz", em uma crítica explícita ao aborto.