NOTÍCIAS
22/12/2014 20:30 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Retrospectiva 2014: Diante de grandes adversidades, o mundo teve muito o que aprender

Montagem / Agências de Notícias

Dá para dizer que 2014 foi um ano em que o mundo deu vários passos para frente, mesmo em momentos de tristeza e tragédia.

Ficaram grandes lições, como o rápido combate da República Democrática do Congo à epidemia de Ebola, e a solidariedade do povo australiano mesmo diante de um sequestro que refletiu uma das maiores crises vividas pelo país nos últimos anos.

Também tivemos avanços na política, com as primeiras eleições presidenciais livres na Tunísia após a primavera árabe e os protestos em Hong Kong, pedindo por democracia. Não podemos esquecer do nosso vizinho, o Uruguai, que foi o primeiro país do mundo a regulamentar o comércio de maconha.

E que venha 2015!

  • Regulamentação da maconha no Uruguai
    Regulamentação da maconha no Uruguai
    AP Photo/Matilde Campodonico
    Com a assinatura do presidente José Mujica, o Uruguai se tornou, em maio, o primeiro país regulamentar o mercado da maconha no mundo. A comercialização, no entanto, só vai começar em 2015, devido a dificuldades práticas.
  • Ascensão do casamento gay
    Ascensão do casamento gay
    AP Photo/Matt Slocum
    Um relatório divulgado em setembro do Centro de Pesquisas Pew revelou que "um número crescente de governos de todo o mundo está considerando se concede reconhecimento legal aos casamentos entre o mesmo sexo". Em 2014, a Escócia e Luxemburgo fizeram alterações importantes na lei, para permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo. Essa mudança também se reflete nos Estados Unidos, onde 32 estados emitem licenças de casamento para casais homossexuais. A luta por igualdade está ganhando terreno.
  • Protestos em Hong Kong
    Protestos em Hong Kong
    Lam Yik Fei/Getty Image
    A onda de protestos começou em setembro, quando o governo central da China determinou que as eleições em Hong Kong , que serão realizadas em 2017, terão apenas candidatos aprovados por um painel de políticos leais a Pequim. Centenas de milhares de pessoas ocuparam o coração financeiro do território, houve conflitos com a polícia e prisões. Em dezembro, o último acampamento foi desmontado, após mais de dois meses de ocupação, mas provavelmente o assunto continuará em discussão por um bom tempo.
  • Acordo climático entre EUA e China
    Acordo climático entre EUA e China
    AP Photo
    Em um acordo histórico entre os dois países, China e EUA se comprometeram a reduzir as emissões de CO2. Ainda que sua implementação seja difícil e os resultados insuficientes, o anúncio, feito em novembro, marcou uma virada importantíssima. A China, maior poluidor do planeta, pela primeira vez, se comprometeu a reduzir emissões -ainda que sem fixar números. Já os EUA, segundo maior poluidor, se comprometeram a reduzir em até 28% suas emissões, comparativamente a 2005.
  • Rápido combate ao Ebola na República Democrática do Congo
    Rápido combate ao Ebola na República Democrática do Congo
    Getty Images
    Em uma epidemia de Ebola separada da registrada na África Ocidental - que afetou Guiné, Libéria e Serra Leoa - a República Democrática do Congo conseguiu erradicar o surto (o sétimo no país) em novembro, menos de três meses após a OMS notificar o começo da epidemia. Entre os aspectos desatacados pela organização estão a rápida resposta das autoridades do país à doença, mesmo diante de dificuldades estruturais.
  • Eleições presidenciais na Tunísia
    Eleições presidenciais na Tunísia
    AP Photo/Hassene Dridi
    A Tunísia realizou eleições presidenciais em novembro - com segundo turno em dezembro. A eleição presidencial nesse país do norte da África é notável por ser a primeira livre em sua história. Há mais de três anos, a revolução na Tunísia se espalhou em um levante árabe mais amplo, deixando uma marca indelével em todo o Oriente Médio e o norte da África. Hoje, as esperanças de maior liberdade democrática nesses países foram quase eliminadas, pois eles voltaram à autocracia, abafaram manifestações ou entraram em guerra. A Tunísia e suas eleições são a exceção, e a esperança de paz e democracia estável continua cautelosamente otimista.
  • Nobel da paz para Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi
    Nobel da paz para Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi
    Reuters
    A adolescente paquistanesa e ativista Malala Yousafzai foi condecorada com o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho relacionado ao direito das meninas à educação. Aos 17 anos, ela se tornou a mais jovem nobel da história. Junto com ela, foi premiado também o ativista indiano Kailash Satyarthi. Segundo alguns críticos, a escolha desse ano retoma a credibilidade do prêmio, entre em 2009 ao presidente dos EUA, Barack Obama, e em 2012 à União Europeia.
  • #IllRideWithYou
    #IllRideWithYou
    AP Photo
    Diante de uma das maiores crises de segurança do país nos últimos anos, os australianos deram uma lição de solidariedade no Twitter. Por meio da hashtag #IllRideWithYou (que ficou entre os assuntos mais falados na rede), várias pessoas ofereceram companhia no transporte público e até mesmo carona para membros da comunidade islâmica na Austrália. A iniciativa quis inibir atos hostis contra muçulmanos. No dia 16 de dezembro, um homem manteve, por 16 horas, 17 reféns dentro de um café no centro financeiro de Sidney, maior cidade do país. Três pessoas - inclusive o sequestrador - morreram no incidente.
  • Retomada Cuba e EUA
    Retomada Cuba e EUA
    Reprodução / Youtube
    Em um movimento histórico, os EUA e Cuba anunciaram, no dia 18 de dezembro, a retomada das relações diplomáticas entre os dois países. É a mais importante mudança na relação das duas nações desde 1961. Em seu discurso, Obama falou sobre a expectativa de um maior fluxo de pessoas, informações e recursos econômicos entre os EUA e a Ilha. Já Raúl Castro, presidente de Cuba, afirmou que todo o processo será feito de acordo com o direito internacional e com a Carta das Nações Unidas. Ambos os presidentes agradeceram ao papa Francisco, principal mediador das conversas.