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21/12/2014 16:32 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Em entrevista para jonal chileno, Dilma Rousseff garante que o país não vive uma crise de corrupção

ASSOCIATED PRESS
Brazil's President Dilma Rousseff, who is running for re-election with the Workers Party, PT, speaks during a campaign meeting with governors from states that are members of her political coalition in Brasilia, Brazil, Tuesday, Oct. 7, 2014. President Rousseff will face challenger Aecio Neves in a second-round vote in Brazil's most unpredictable presidential election since the nation's return to democracy nearly three decades ago. (AP Photo/Eraldo Peres)

A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao jornal chileno El Mercurio que o Brasil não vive uma crise de corrupção. A declaração foi feita quando Dilma respondia a uma pergunta sobre os eventuais efeitos políticos das denúncias de corrupção na Petrobras, investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Segundo ela, "não há intocáveis" no País.

"Minha indignação com as denúncias que envolvem a Petrobras é a mesma que sentem os brasileiros. E quero, como todos eles, que os culpados sejam punidos"

"No Brasil não há intocáveis. Qualquer um que não trate o dinheiro público com seriedade e honestidade deve pagar por isso. É um compromisso do meu governo", salientou a presidente.

"O Brasil não vive uma crise de corrupção, como afirmam alguns. Nos últimos anos começamos a por fim a um largo período de impunidade. É um grande avanço para a democracia brasileira"

Questionada sobre como é liderar uma campanha "séria" anticorrupção se o próprio partido é protagonista do escândalo da Petrobras, Dilma afirmou é sob seu governo que a Polícia Federal trabalha para desmantelar um esquema que opera antes das gestões do PT na Presidência.

"Essas investigações têm levado ao desmantelamento de um esquema que é suspeito de ter décadas de existência, antes dos governos do PT", disse a presidente ao voltar a destacar que sua gestão tem liderado o processo contra a impunidade no País.

"Eu mesma despedi, três anos antes das investigações, o diretor que confessou para a Justiça a existência de um esquema de desvio de dinheiro na Petrobras"