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16/12/2014 22:27 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

#ForaBolsonaro: Deputado do PP recebe apoio de Marco Feliciano e Rachel Sheherazade contra Maria do Rosário e polêmico estupro

Montagem/Estadão Conteúdo e Divulgação

Com processos contra si no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) virou o alvo preferencial dos movimentos em defesa dos direitos humanos nos últimos dias. Mas nesta terça-feira (16), dois ícones do conservadorismo no País vieram em defesa do militar da reserva: o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e a jornalista do SBT Rachel Sheherazade.

Parceiro de votações no Congresso, com posições semelhantes, e em eventos do PSC nestas eleições – com direito a uma confraternização com o Dr. Rey em São Paulo, durante as eleições –, Feliciano divulgou um texto em sua página oficial em que garante que Bolsonaro “não teve a intenção de fazer apologia ao estupro” contra a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Ele disse, há uma semana, que “não a estupraria” porque ela “não merecia”.

“Bolsonaro disparou contra Maria do Rosário, por sua vigarice ideológica, quando ela fugia do Plenário da Câmara para não ouvir seu discurso contra a dita Comissão Nacional da Verdade (...). Maria do Rosário é uma das responsáveis pelo estupro da dignidade militar. Uma afronta petista contra as Forças Armadas, instituição que sempre apareceu entre as mais respeitadas nas pesquisas. O povo ainda tem em alta nossos militares”, escreveu.

E Feliciano, cuja aversão a temas como a união de pessoas do mesmo sexo é tão grande quanto a de Bolsonaro, não parou por aí. “Aliás, este é justamente outro sentido da palavra latina stupru: sentido genérico de afronta ou infâmia. Outra instituição que foi estuprada, mesmo não merecendo, foi a Petrobrás. As denúncias de corrupção e os escândalos envolvendo o Governo nos levam a sensação de que não havia defesa contra esta violação. Em terra sem lei o que se faz não merece atenção, mas o que se diz provoca o borburinho ensurdecedor dos moralistas contumazes”.

Se o parlamentar do PSC paulista escreveu, a jornalista Rachel Sheherazade gravou um comentário de pouco mais de quatro minutos para se entrincheirar em defesa de Bolsonaro. Famosa por defender o linchamento de um menor no Rio de Janeiro durante uma edição do Jornal do SBT – tema que a fez ser denunciada pelo Ministério Público Federal –, ela primeiro tripudiou contra os “gatos pingados” do PSOL, “que deram as costas” a Bolsonaro durante a sua diplomação para um novo mandato até 2018.

A jornalista disse também que não é justo tachar Bolsonaro de “estuprador”. “Estão todos contra Bolsonaro: partidos de esquerda, alvos constantes dos torpedos do parlamentar; as ‘feminazis’, ou melhor, feministas, as organizações de direitos humanos e congêneres”, comentou, exaltando a votação expressiva conquistada pelo deputado (ela não disse, mas foram pouco mais de 464 mil votos, líder no Rio, mas distante dos 500 mil citados).

Sheherazade cita ainda o primeiro embate entre Bolsonaro e Maria do Rosário, ainda em 2003, o qual seria a origem das rusgas entre os dois. Nele, para o deputado, repousa a ofensa que teria sido proferida contra ele, muito embora o vídeo não mostre em nenhum momento a petista o chamando textualmente de “estuprador” – ela concorda com ele quando o parlamentar se ‘acusa’ e diz que ele “promove a violência”.

Pouco importa. Para a jornalista, a deputada provocou e teve o que mereceu. Afinal, quem possui um projeto de castração química de estupradores no Congresso é Bolsonaro, e não Maria do Rosário, que é contra. “Mais uma vez os opositores de Bolsonaro querem distorcer suas palavras e manchar a sua reputação. Isso é inaceitável”, completa, pedindo que a deputada seja também processa por calúnia e difamação.

E que venham as cenas dos próximos capítulos.

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