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15/12/2014 16:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Lava Jato: Nova denúncia contra nove acusados é aceita pela Justiça; Nestor Cerveró e outros três são denunciados

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Uma nova denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra nove pessoas investigadas pela Operação Lava Jato foi aceita nesta segunda-feira (15) pelo juiz federal Sérgio Moro. A informação é do G1. Os acusados são suspeitos de participação em crimes como corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro e são ligados às empresas OAS e MO Consultoria.

Dentre os nove citados na denúncia estão o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Eles também foram mencionados na denúncia apresentada pelo MPF na última quinta-feira (11), a qual continha um total de 36 nomes de pessoas investigadas pela operação da Polícia Federal. Na sexta-feira (12), Moro aceitou as alegações contra nove acusados, sendo quatro executivos da construtora Engevix.

Na denúncia desta segunda-feira constam Youssef, Costa, o dono da MO Consultoria, Waldomiro de Oliveira; João Alberto Lazzari, representante da OAS; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da área internacional da OAS; Fernando Augusto Stremel Andrade, funcionário da OAS; José Adelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS; José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato de Youssef com a OAS; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, funcionário da OAS.

Na noite deste domingo (14), o MPF protocolou denúncia contra outras quatro pessoas, entre elas o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Ele responderá pela prática de dois atos de corrupção e 64 atos de lavagem de dinheiro. Além dele, os procuradores denunciaram Fernando Antônio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, acusado de ser operador do esquema, o doleiro Alberto Youssef, além de Júlio Gerin de Almeida Camargo.

Na denúncia, que foi apresentada na noite deste domingo (14), o MPF pediu, ainda, o ressarcimento no valor de aproximadamente R$ 156 milhões, sem prejuízo do confisco de aproximadamente R$ 140 milhões provenientes de crime. Busca-se, assim, um retorno aos cofres públicos de R$ 296 milhões. Os desvios cometidos pelos acusados teriam ocorrido entre 2006 e 2012.

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