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15/12/2014 09:31 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Homem invade cafeteria na Austrália e faz funcionários e clientes reféns; pelo menos cinco escapam

AP Photo/Channel 7 via AP Video

A polícia da Austrália isolou o centro da maior cidade do país, Sydney, na manhã desta segunda-feira (14) – noite de domingo pelo horário de Brasília - , após um homem armado ter entrado em um café, feito reféns e os forçado a exibir uma bandeira islâmica preta, despertando temores de que seja um ataque jihadista.

A polícia informou ter conhecimento de um homem armado envolvido no incidente no café da chocolateira Lindt, no coração do distrito financeiro de Sydney. O nome indicado por eles como o responsável é Harom Monis, do clérigo iraniano. Ele recebeu asilo político na Austrália, e está atualmente em liberdade sob fiança por uma série de crimes violentos, segundo a ABC Austrália.

De acordo com a BBC, cerca de dez funcionários e 30 clientes estavam dentro do local no momento da invasão. Segundo a Globo News, uma brasileira também estaria entre os reféns – o Itamaraty ou as autoridades australianas não confirmaram a informação.

A ABC Austrália ainda entrevistou refém que traduziu a escritura da bandeira como "Não há outro Deus senão Alá" e "Maomé é o mensageiro de Deus".

Cinco reféns, entre funcionários do local e clientes foram vistos correndo desesperados em direção à polícia ao conseguirem sair do local após seis horas de sequestro. As condições da saída ainda não foram esclarecidas, e não se sabe se os reféns fugiram ou foram liberados.

De acordo com a CNN, entre as exigências do sequestrador estão uma bandeira do Estado Islâmico e uma ligação com o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott. Mais cedo, um suposto vídeo com uma refém falando sobre as exigências do sequestrador foi veiculado no Youtube, mas a autenticidade do conteúdo não foi confirmada e o material já foi removido.

Policiais, inclusive agentes paramilitares, isolaram vários quarteirões no entorno do café, à medida que negociadores tentavam resolver um dos maiores pânicos de segurança na Austrália em décadas.

Atiradores de elite e equipes especiais tomaram posições ao redor do estabelecimento, e helicópteros da polícia sobrevoavam o local.

De acordo com Chris Reason, repórter do Channel Seven, cujo escritório fica em frente ao local, a energia foi cortada há duas horas.

Abbott, que for a alertado sobre possíveis planos de militantes de atacar a Austrália, disse que há indicações de que o sequestro tinha motivação política.

Em sua conta no Twitter, o premiê afirmou que as autoridades australianas estão bem treinadas e respondendo ao incidente de maneira profissional. De acordo com a BBC, a prioridade da polícia é resolver o caso sem deixar vítimas, ainda que o processo seja mais demorado.

Na página do Faceook, a cafeteria deixou uma mensagem agradecendo o apoio de todos e assegurando que as autoridades estão cuidando da situação.

Com informações da Reuters