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15/12/2014 12:05 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

12 documentários fora de série que você pode assistir online no Netflix

Public Square Films

Já que estamos celebrando o Dia Mundial da Televisão (World Television Day) e com a chegada do longo feriado de Thanksgiving, achamos que seria um bom momento para avaliarmos outro conjunto de documentários disponíveis no Netflix. Se você já assistiu as três primeiras coleções, aqui vão mais 12:

“Como Sobreviver A Uma Praga” ("How to Survive a Plague")

“Como Sobreviver A Uma Praga” captura o tumulto vivenciado no filme semi auto-biográfico "The Normal Heart" retratando eventos reais dos primórdios do ativismo do HIV/AIDS. Contar a história das organizações AIDS Coalition to Unleash Power (ACT UP) e Treatment Action Group (TAG), o filme retrata os desafios de mudar as percepções de que a AIDS é uma sentença de morte. O Diretor David France enfrenta um obstáculo irritante para destacar o poder convincente dos movimentos de base.

“A Sala de Espera” ("The Waiting Room")

Um olhar íntimo na crise da saúde, “A Sala de Espera” funciona tanto quanto uma acusação mais do que necessária do sistema, como também consegue lançar uma luz esperançosa e dar ânimo aos funcionários que cuidam dos doentes nas situações mais adversas. O diretor Peter Nicks consegue um nível impressionante de acesso ao dia-a-dia de um pronto socorro. Como ele próprio filma as imagens, consegue analisar detalhadamente a luta contra a burocracia para obter uma visão esperançosa, otimista e de compaixão.

"Cropsey"

A conexão pessoal dos diretores Barbara Brancaccio e Joshua Zeman com a história central de "Cropsey" torna o documentário de 2009 assustador de uma maneira que os filmes de terror de ficção nunca conseguiriam competir. Criados em Staten Island, os dois passaram a infância aterrorizados por uma lenda urbana conhecida apenas como Cropsey (termo local para "maníaco"). Quando a história foi ligada aos casos bem reais de crianças desaparecidas, a figura que causava pesadelos se perdeu entre o mito e o perigo verdadeiro que só fica mais apavorante à medida que são contados.

"Destrua Essa Câmera” (“Smash His Camera”)

Certa vez Andy Warhol disse, "A minha fotografia favorita é a que está bem focada e que mostra uma pessoa famosa fazendo algo corriqueiro. Por isso o meu fotógrafo favorito é Ron Galella." “Destrua Essa Câmera” é a história não só desse homem, mas do movimento ‘paparazzi’ criado por ela a partir da sua ânsia de revelar traços de humanidade até nas celebridades mais glamurosas. Retratando colegas, críticos e o próprio Galella, o documentário de Leon Gast oferece um olhar instigante sobre o conflito entre o direito à privacidade e a liberdade da imprensa.

"Como Morrer Em Oregon" (“How to Die In Oregon”)

Independente da forma muito humana em que "Como Morrer Em Oregon" trata essa questão, o documentário continua sendo bem difícil de assistir. Em 1994, o estado de Oregon tornou-se o primeiro a legalizar o suicídio assistido. O filme retrata as histórias das pessoas que optaram por usufruir do direito garantido pela lei da “Morte Com Dignidade”. “Como Morrer em Oregon” reúne jornalistas, advogados e médicos na tentativa de investigar as implicações práticas e filosóficas de tomar essa decisão, uma realidade que só pode ser verdadeiramente compreendida pelas famílias dos pacientes e, é claro, dos próprios pacientes.

"Bound by Flesh"

Quando as irmãs siamesas Daisy e Violet Hilton nasceram, a mãe considerava que elas eram um castigo de Deus por conta da sua atividade sexual fora do casamento. Enojada pelas crianças, ela vendeu as meninas a Mary Hilton, que as abusou e explorou desde a infância (exibindo as meninas em um quarto nos fundo de um bar por uma taxa, quando elas tinham apenas um mês de idade). Ao mesmo tempo fascinante e de cortar o coração, "Bound by Flesh" faz uma jornada pela história das irmãs Hilton, ao mesmo tempo em que fala da história distorcida da cultura dos espetáculos de horrores com uma das primeiras formas de entretenimento americano.

"Crazy Love"

Dan Klores não faz nada de especialmente inovador em seu documentário de 2007. Uma das maiores críticas quando o filme foi lançado foi o formato ‘talking heads’ (quando a camera foca apenas na pessoa entrevistada) usado pelo cineasta. Mas, é bem verdade que focar em outras coisas poderia distrair o espectador dos temas inquietantes de "Crazy Love." Antes e (de alguma forma) depois de ter jogado ácido no rosto dela, Burt Pugach e Linda Riss foram os protagonistas do que facilmente foi uma das histórias de amor mais absurdas do século 20. Se não houvessem registros do relacionamento deles em vários jornais e documentos, seria loucura demais até para um enredo de novela.

"Leviathan"

De fato, esse relato sobre um barco de pesca não deve ser tratado de forma leviana. Ao invés disso, deve provocar um sentimento de conflito e drama em alto mar, igual àquela gerada pela busca de Pequod por Moby Dick no clássico de Melville. Alguns elementos meio atrapalhados de "Leviathan" diminuem o impacto do filme – o versículo da Bíblia, no qual o título do filme é baseado, escrito com uma fonte gótica, por exemplo – mas, além do gostinho de cinema experimental, o que se vê desdobrar é uma experiência que pretende abalar as estruturas do público com a intensidade visceral da antiga (e incompreensivelmente perigosa) profissão da pesca em alto mar.

"Room 237"

"Room 237" representa a intersecção entre teorias da conspiração e o fanatismo extremo pelo cinema que se contidas no filme de Stanley Kubrick "O Iluminado". Narrado por estudiosos e cinéfilos obsessivos, o documentário dá vida a teorias que variam entre as absurdas e as plausíveis, porém sempre interessantes, que acabam revelando muito pouco dos significados ocultos plantados por Kubrick, mas muito sobre a nossa imensa capacidade de imaginação.

"Good Ol' Freda"

"Good Ol' Freda" trata de muitas lendas que qualquer fã mais sério dos Beatles conhece muito bem. No entanto, a beleza vem da própria personagem principal do documentário: Freda Kelly, com seus pontos de vista privilegiados e lealdade sincera, que trabalhou com a banda durante 11 anos (apesar de estaram juntos por apenas 10 anos). Ela nunca tentou transformar a sua proximidade às celebridades em benefício para si mesma. A história de Freda retrata a fidelidade dos fãs, que por acaso se desenrola paralelamente à dos homens que mudaram para sempre a indústria musical.

"The Vanishing of the Bees"

A redução da população de abelhas que produzem mel pode parecer ser um problema apenas para os apicultores ou talvez para quem goste de insetos. Contudo, dadas as importantes consequências econômicas e políticas associadas ao declínio da população de abelhas, o que se vê em "The Vanishing of the Bees" (O Desaparecimento das Abelhas) gera grande preocupação. O filme revela as realidades assustadoras da Desordem do Colapso das Colônias (DCC). Apesar do formato deixar um pouco a desejar – mostrar abelhas em câmera lenta não é nenhuma proeza cinematográfica – a informação apresentada no documentário de Maryam Henein e George Langworthy é forte o suficiente para que ele ganhe destaque.

“The Art of the Steal"

O documentário acompanha a disputa pelo controle da coleção de arte pós-impressionista da Fundação Barnes. O diretor Don Argott se utiliza da falta de objetividade, enquadrando a sua história com uma franqueza desconcertante, ou talvez seja apenas uma mudança bem-vinda quando comparada às táticas mais subversivas que prevalecem no gênero. O impacto exercido pelo controle governamental é o tema central da narrativa e desafia qualquer polarização.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

*infelizmente, até a data desta publicação no Brasil, alguns documentários só estão disponíveis para os EUA no Netflix.

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