MUNDO
11/12/2014 10:19 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Greenpeace causou danos irreparáveis nas Linhas de Nazca, diz governo peruano

AP

Ativistas da organização não governamental Greenpeace causaram "danos irreparáveis" em uma área de 1.600 metros quadrados das Linhas de Nazca, no Peru, classificadas como Patrimônio Cultural da Humanidade, onde fizeram um protesto disse, hoje (11), a Procuradoria peruana.

As Linhas de Nazca são um conjunto de imagens gigantes (geoglifos) de plantas e animais, escavadas no solo há cerca de 1.500 anos, localizadas no sul do país, e que são motivo de diversas teorias sobre como as sociedades antigas poderiam ter feito os desenhos. A região é considerada vulnerável e até mesmo sagrada pelo governo peruano, que permite apenas que visitantes sobrevoem o local - até mesmo presidentes e oficiais peruanos são proibidos de adentrarem o local.

Com a entrada de ativistas no local considerado inviolável pelo governo peruano e a consequente denúncia do Ministério da Cultura peruano, a procuradora Velia Begazo, da Segunda Procuradoria Provincial de Nazca, abriu uma investigação preliminar do caso.

Ela inspecionou, nessa quarta-feira (10), a área em torno da figura arqueológica Colibri onde "foram detectados danos irreparáveis numa área de 1.600 metros quadrados". Segundo o vice-ministro da Cultura do país, Luis Jaime Castillo, "as pegadas dos ativistas ficarão no local pelas próximas centenas ou milhares de anos".

Diante da situação, a Procuradoria pretende, agora, identificar os ativistas do Greenpeace que estiveram na região, inacessível ao público. Há indícios que estão envolvidas 12 pessoas que "incorreram num delito contra o Patrimônio Cultural", com penas até oito anos de prisão.

O Greenpeace emitiu um comunicado, ontem, em que pediu desculpas pela sua ação. "Lamentamos profundamente e estamos plenamente conscientes de que a nossa mensagem não foi recebida como esperávamos. Em vez de transmitir um pedido de urgência e esperança aos líderes que se reuniram na Cúpula do Clima das Nações Unidas, que ocorre em Lima, a nossa mensagem teve um efeito muito distinto, entendido como desrespeitoso", disse a organização.

(com agências de notícias)