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22/11/2014 13:49 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Ex-secretário do Tesouro, Joaquim Levy deve pregar a austeridade e retomada da confiança do mercado em busca do crescimento econômico

Montagem/Estadão Conteúdo e AP

O mercado financeiro aguarda com expectativa para a próxima semana a confirmação do ex-secretário do Tesouro, Joaquim Levy, para o Ministério da Fazenda. Uma sinalização positiva foi a maior alta registrada pelo índice Bovespa nos últimos três anos, tão logo o nome do engenheiro, hoje administrador de fundos de investimento do Bradesco, foi ventilado como provável substituto do ministro Guido Mantega a partir de 2015.

Dentro do PT, Levy tem o apelido de “Joaquim mãos de tesoura”, em razão dos grandes cortes promovidos nessa função, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Outro apelido pelo qual o ex-secretário do Tesouro é conhecido é “trator”, segundo disse uma fonte ao jornal Folha de S. Paulo. O motivo: ele tem por regra tomar toda e qualquer medida que julgar necessária, sem se importar com riscos políticos.

Levy foi defensor de uma política fiscal mais dura e ortodoxa que Mantega, hoje sem credibilidade no mercado. Quando foi secretário da Fazenda no Rio, entre 2007 e 2010, ele fez o Estado ser o primeiro do Brasil a ter o selo de grau de investimento da agência Standard and Poor’s (S&P) – um dos desafios da próxima equipe econômica será manter esse status para o País, hoje sob risco de ser perdido.

Assim sendo, a busca pela retomada da credibilidade, somada a um arroxo das contas públicas, deverão ser o pontapé inicial da gestão de Levy a frente da pasta, caso confirmado para a função pela presidente Dilma Rousseff. Em um segundo momento, o foco deve ser pela retomada do crescimento. E ele possui a sua ‘fórmula mágica’, como disse à Revista Época em 2012.

“Taxas de juros menores, num País com responsabilidade fiscal e um setor privado forte, são ingredientes poderosos para acelerar o crescimento econômico e as oportunidades para as pessoas”, destacou, ainda como administrador do Bradesco. A dúvida repousa sobre o tempo necessário para o Brasil poder atingir esse patamar, garantindo o emprego e a queda da inflação, temas sagrados para Dilma.

A cúpula da área econômica do governo federal deve contar ainda com o ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, no Ministério do Planejamento, e com a manutenção de Alexandre Tombini no comando do Banco Central. Falando na instituição, Levy é um conhecido defensor da “autonomia para o Banco Central”, bandeira que fez da então candidata à Presidência Marina Silva (PSB) um alvo preferencial de Dilma nas eleições.

(Com Estadão Conteúdo)

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