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20/11/2014 15:15 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Justiça sueca decide manter ordem de prisão contra Julian Assange, fundador do Wikileaks, por acusação de ataque sexual

JOHN STILLWELL via Getty Images
WikiLeaks founder Julian Assange gestures during a press conference inside the Ecuadorian Embassy in London on August 18, 2014 where Assange has been holed up for two years. WikiLeaks founder Julian Assange said Monday he would 'soon' leave Ecuador's embassy in London but his organisation played down the comment, saying he would not depart until there was an agreement with Britain's government. Assange took refuge in June 2012 in the Ecadorian Embassy to avoid extradition to Sweden, where he faces allegations of rape and sexual molestation, which he strongly denies. AFP PHOTO / POOL / JOHN STILLWELL (Photo credit should read JOHN STILLWELL/AFP/Getty Images)

Um tribunal de apelação da Suécia manteve a ordem de prisão contra o jornalista australiano Julian Assange, fundador do Wikileaks, acusado de atacar sexualmente duas mulheres durante uma visita ao país escandinavo em 2010.

Embora não exista ainda um processo formal contra Assange, a Justiça sueca quer interrogá-lo sobre as acusações e, com este objetivo, expediu uma ordem de prisão internacional em 2010.

Assange, que nega as acusações, refugiou-se na Embaixada do Equador em Londres para evitar ser preso no Reino Unido e extraditado para a Suécia. Ele entrou com um recurso junto à corte de apelação sueca para tentar anular a ordem de prisão, mas o pedido foi rejeitado nesta quinta-feira (20).

Assange teme que, se for extraditado para a Suécia, acabará sendo extraditado novamente para os Estados Unidos, que o acusam pelo vazamento de milhares de documentos secretos tornados públicos pelo Wikileaks.

Segundo a corte de Estocolmo (capital sueca), Assange "é suspeito de crimes de natureza relativamente séria e há grande risco de que ele se livrará do processo legal e eventual punição se a ordem de prisão for relaxada."

O governo do Equador concedeu asilo a Assange em 2012 depois que a Corte Suprema do Reino Unido rejeitou apelo dele contra a extradição para a Suécia. Desde então ele está refugiado na embaixada equatoriana na capital inglesa. Se sair de lá, pode ser preso pelas autoridades britânicas e extraditado.

Em agosto, ele anunciou que sairia da embaixada equatoriana, mas até agora permanece no local.

Assange nega as acusações de ataque sexual e afirma que tudo faz parte de uma campanha contra ele por ser o fundador do Wikileaks. Segundo a Wikipedia, o Wikileaks é uma organização jornalística internacional, online e sem fins lucrativos que publica informações secretas e furos jornalísticos de fontes anônimas.

Chelsea Manning, um soldado americano cujo nome originalmente era Bradley Manning e que mudou de sexo, foi condenado a 35 anos de prisão por passar documentos para o Wikileaks. O caso é visto por Assange como exemplo do que pode acontecer com ele se cair nas mãos da Justiça americana.

Para os defensores do Wikileaks, os EUA violam a liberdade de imprensa e expressão ao perseguir jornalistas e fontes ligadas ao site, entre ele Edward Snowden, refugiado na Rússia, e Julian Assange.

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