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18/11/2014 10:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Suposto ataque palestino em sinagoga de Jerusalém deixa quatro mortos e pelo menos seis feridos

Reuters

Dois homens supostamente palestinos armados com facas e machados mataram quatro pessoas em uma sinagoga de Jerusalém nesta terça-feira (18) antes de serem mortos por policiais, informaram a polícia israelense e os serviços de emergência, no ataque mais mortal deste tipo na cidade em anos. Pelo menos seis pessoas - quatro fieis e dois policiais - ficaram feridas no ataque.

O ataque ocorreu logo depois do amanhecer em um bairro ultraortodoxo de Jerusalém Ocidental. Fotografias publicadas por um porta-voz do Exército israelense na Internet mostram um homem em posição de oração judaica estirado morto, um cutelo de açougueiro sujo de sangue jogado no chão e mesas de oração reviradas.

"Estamos vendo esse como um ataque terrorista", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

A polícia informou que pelo menos um dos agressores era de Jerusalém Oriental, o lado predominantemente palestino da cidade.

A rádio palestina, ao falar sobre o incidente, descreveu os autores como “mártires”, e o Hamas enalteceu o ataque. De acordo com a Reuters, autofalantes em mesquitas de Gaza também transmitiram cumprimentos aos autores do crime.

“O Hamas pede a continuação das operações de vingança e salienta que a ocupação israelense é responsável pela tensão em Jerusalém”, afirmou o porta-voz do grupo, Sami Abu Zuhri.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, estão incitando o povo à violência – fato que, segundo ele, é ignorado pela comunidade internacional. Netanyahu afirmou que Israel vai responder "severamente" aos ataques.

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, também se manifestou sobre o incidente, classificado por ele como "um ato de puro terror, brutalidade e violência".

A violência em Jerusalém, em áreas de Israel ou em territórios palestinos ocupados por Israel, subiu no último mês, alimentada pela disputa sobre o santuário mais sagrado – para muçulmanos e judeus - de Jerusalém.

Em um comunicado, Abbas afirmou que "condena os assassinatos" e pede o fim das provocações israelenses.

Nos últimos dias, cinco israelenses e um estrangeiro foram mortos em episódios de atropelamento ou esfaqueamento. Doze palestinos também foram mortos, inclusive aqueles acusados de realizarem os ataques.

Nesta segunda-feira (17), um motorista de ônibus palestino foi encontrado enforcado em um veículo em Jerusalém. Embora a polícia de Israel afirme que ele se matou, sua família desconfia que sua morte seja mais um episódio da onda de violência que afeta a região. O Hamas pediu retaliação após a morte.

O ataque desta terça é o pior na cidade desde 2008, quando um atirador matou a tiros oito pessoas em uma escola religiosa na cidade.

Com informações das agências de notícias