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17/11/2014 18:17 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Presidente da Petrobras, Graça Foster, anuncia medidas contra corrupção na estatal e cria diretoria de governança

Montagem/Estadão Conteúdo

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, anunciou nesta segunda-feira (17) a criação da Diretoria de Governança, como parte das medidas para melhorar a gestão da companhia. O órgão é uma das 66 medidas listadas pela estatal, que tem dois ex-diretores entre os investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por diversos crimes financeiros.

Na semana passada, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque foi preso no Rio de Janeiro por suposto envolvimento com desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. No início do ano, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa foi para a cadeia e está fazendo delação premiada, denunciando todos os detalhes do esquema de corrupção, que envolvia também figurões das grandes construtoras brasileiras.

“Propusemos ao Conselho de Administração (Consad), da Petrobras, que criássemos uma diretoria de governança”, disse. Foster acrescentou que teve o apoio unânime do conselho. Na avaliação de Graça, essa é a mais importante das 66 medidas de adotadas.

A presidenta da Petrobras disse que estuda medidas jurídicas para o ressarcimento de “recursos desviados, eventuais sobrepreços e para o ressarcimento dos danos à imagem da companhia”.

As investigações da Polícia Federal indicam que recursos para propina foram pagos a diretores e políticos por empreiteiras, em troca de contratos com a petrolífera.

“Onde houver prejuízo vamos buscar [ressarcimento], para que haja reforço no caixa da companhia”, frisou a executiva. “Temos sido bastante cobrados, para buscar receber de volta aquilo que pagamos além do normal, do previsto e do razoável.”

Por causa das denúncias, a estatal não pode divulgar o balanço contábil, previsto para a última sexta-feira (14). Nesta segunda-feira, a empresa revelou os dados de produção.

Auditorias externas foram contratadas para investigar o impacto de eventuais ilícitos citados por Paulo Roberto Costa, em depoimento na Justiça.

A companhia informou que vai requerer o acesso às declarações.

A estatal contratou, por um ano, dois escritórios de advocacia independentes especializados em investigações: o TRW (Trench, Rossi e Watanabe Advogados), por R$ 6 milhões; e o Gibson, Dunn & Crutcher LLP, por U$ 5 milhões.