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14/11/2014 09:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

Operação Lava Jato: Polícia Federal prende mais um ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, em nova fase da investigação

Montagem/Estadão Conteúdo

A Operação Lava Jato, iniciada pela Polícia Federal em março deste ano, chega à sétima fase de prisões nesta sexta-feira (14). Essas investigações vêm desmontando quadrilhas de lavagem de dinheiro e, ao chegarem às figuras de Alberto Youssef, doleiro amigo de políticos, e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, revelaram esquema de corrupção na estatal.

Hoje, 300 policiais federais cumprem 27 mandados de prisão por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em grandes quantias.

Um dos presos já confirmados foi o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, detido no Rio, segundo a Folha de S. Paulo.

Duque é ligado ao ex-ministro José Dirceu, condenado por corrupção ativa pelo esquema do mensalão. Ele foi desligado da diretoria da Petrobras pela atual presidente, Graça Foster.

Também são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em cinco estados (Paraná, São Paulo, Rio, Minas e Pernambuco) e no Distrito Federal. Desses, 11 são cumpridos em grandes empresas. De acordo com a Folha, nove seriam construtoras.

As empreiteiras investigadas são: Camargo Corrêa, UTC, Mendes Júnior, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão, Engevix, Galvão Engenharia e Iesa.

A PF decretou hoje bloqueio de cerca de R$ 720 milhões de bens de 36 suspeitos.

Esta nova fase é resultante da avaliação de todo o material apreendido anteriormente pelos policiais federais e dos depoimentos tomados.

A depender do grau de envolvimento, os suspeitos vão responder por corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, formação de cartel e fraude à Lei de Licitações.

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