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14/11/2014 15:00 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:47 -02

Ex-prefeito de Iguala é acusado formalmente pelo assassinato dos 43 normalistas mexicanos

Reuters

Promotores do estado de Guerrero, no México, acusaram formalmente o prefeito de Iguala, Jose Luis Abarca, pelo desaparecimento e pela morte de 43 estudantes.

As informações são da CNN . No processo, ele é descrito com o “possível mentor” do sequestro dos normalistas, no dia 26 de setembro. Abarca é acusado de homicídio qualificado e de tentativa de homicídio.

O político foi destituído após o crime, e sua mulher Maria de los Ángeles Pineda, também é suspeita de ter envolvimento no caso.

Segundo as investigações, os estudantes foram sequestrados pela polícia, sob ordem do prefeito, e entregues a membros de um grupo do crime organizado conhecido como “Guerreros Unidos”.

De acordo com as declarações de três detidos, após serem sequestrados, os jovens foram torturados e carbonizados.

Mais de 100 mil pessoas morreram na violência ligada ao crime organizado desde o fim de 2006, quando o ex-presidente Felipe Calderón decidiu enviar o Exército e a polícia federal para as ruas, causando fissuras em grandes cartéis e confrontos.

O desaparecimento causou uma crise política e social no México. O presidente Enrique Penã Nieto, que assumiu o poder em dezembro de 2012, prometendo controlar a violência, sofreu severas críticas pela forma como lidou com o caso.

Nesta quinta-feira (13), manifestantes incendiaram o Congresso do Estado de Guerrero e alguns veículos.

A violência também atingiu outras áreas do país. No Estado de Chiapas, manifestantes queimaram uma guarita de pedágio, enquanto outros destruíram o escritório local do Partido Revolucionário Institucional (PRI) na cidade de Morelia.

Em Chilpancingo, capital de Guerrero, integrantes de um sindicato de professores incendiaram o auditório de sessões do Congresso e queimaram vários carros, segundo testemunhas e meios locais.

No Estado de Michoacán, também um ponto de conflito com o narcotráfico, estudantes bloquearam a entrada principal do aeroporto local, disse um porta-voz da polícia.

Nesta semana, também foi organizada uma mobilização global ligada à causa. Manifestantes se reuniram em diversas partes do mundo para pedir mais investigações sobre o sumiço.

Além das manifestações programadas ao redor do mundo, uma caravana nacional vai rodar o México, buscando apoio para encontrar os jovens.

De acordo com a Telesur, serão três grupos, cada um batizado com o nome de um estudante.

“O objetivo é dizer as pessoas que continuamos exigindo do governo que os encontre, pois para nós, eles estão todos vivos e as buscas devem seguir, disse Epifanio Álvarez, pai de um dos 43 desaparecidos.

Com informações da Reuters