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14/11/2014 16:59 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:47 -02

Bad Sex in Fiction Award: Haruki Murakami e outros grandes escritores concorrem ao prêmio de pior passagem de sexo do ano

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TOKYO, JAPAN - DECEMBER 14, 2004: Haruki Murakami, the Japanese best selling author/writer/novelist and essayist, on December 14, 2004 in Tokyo, Japan. Murakami is best known as the best selling author of books such as 'Norwegian Wood', 'The Wild Sheep Chase', 'Underground', 'Kafka on The Shore' and 'What I Talk About When I Talk About Running'. Murakami is also an experienced long distance marathon runner, and a translator of other authors' works. (Photo by Jeremy Sutton-Hibbert/Getty Images)

“Sexo é como pizza: mesmo ruim é bom”, certo? Não na literatura.

A tradicional revista Literary Review divulgou os 10 concorrentes na 22ª edição do Bad Sex in Fiction Award, prêmio concedido ao autor que teve a cara de pau de publicar a pior passagem sobre sexo no ano.

E não são autores de pequena grandeza que cometem tais atrocidades literárias! Nomes distintos fazem parte da lista, como o sempre favorito ao Nobel Haruki Murakami (com o livro O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação); os vencedores do Man Booker Prize deste ano e do ano anterior, Richard Flanagan (The Narrow Road to the Deep North) e Ben Okri (The Age of Magic); e o vencedor de um Pulitzer, Michael Cunningham (The Snow Queen).

Também concorrem ao prêmio deste ano — cujo resultado sai no dia 3 de dezembro — Saskia Goldschmidt (The Hormone Factory), Amy Grace Loyd (The Affairs of Others), Wilbur Smith (Desert God), May-Lan Tan (Things to Make and Break), Helen Walsh (The Lemon Grove) e Kirsty Wark (The Legacy of Elizabeth Pringle).

No site do Guardian, um enquete mostra que, para os leitores, a pior passagem de sexo (com 28% dos votos) foi composta pelo veterano Wilbur Smith.

Her hair was piled high, but when she shook her head it came cascading down in a glowing wave over her shoulders, and fell as far as her knees. This rippling curtain did not cover her breasts which thrust their way through it like living creatures. They were perfect rounds, white as mare's milk and tipped with ruby nipples that puckered as my gaze passed over them.

Her body was hairless. Her pudenda were also entirely devoid of hair. The tips of her inner lips protruded shyly from the vertical cleft. The sweet dew of feminine arousal glistened upon them.

Em tradução livre:

O cabelo dela estava preso no alto, mas quando ela balançou a cabeça, ele caiu em cascata, em uma onda brilhante sobre os ombros, e caiu até a altura dos joelhos. Esta cortina ondulante não cobria seus seios, que trespassavam-no como criaturas vivas. Eles foram perfeitamente redondos, brancos como leite de égua e tinham mamilos que enrugavam ao meu olhar sobre eles.

Seu corpo não tinha pelos. Suas partes pudendas também eram desprovidas de pelos. As pontas de seus lábios se projetavam timidamente da fenda vertical. O doce orvalho da excitação feminina brilhava sobre elas.

Pois é. Péssima descrição de sexo.E há outras bem ruins no site do Guardian.

Inglaterra: onde o sexo é pior (pelo menos na literatura)

Por enquanto, os ingleses somam a maioria dos títulos: 11; EUA têm quatro; Escócia, dois; Índia, dois; Canadá, um; Irlanda, um. E não é apenas peixe pequeno que enfeia o sexo, comparando-o a coisas esdrúxulas — na lista dos laureados estão Norman Mailer (2007) e Tom Wolfe (2004), para citar os dois mais conhecidos no Brasil.