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12/11/2014 23:17 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

‘Independente', Marta Suplicy tenta diminuir ruído da sua saída do governo Dilma Rousseff

Reprodução/GloboNews

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) voltou a falar nesta quarta-feira (12) sobre a sua saída antecipada do Ministério da Cultura, que pegou a presidente Dilma Rousseff de surpresa e provocou um ‘efeito em cascata’ em outras pastas, com vários ministros entregando seus cargos um depois do outro – a pedido do Planalto, segundo consta.

Em entrevista à jornalista Cristiana Lôbo, da GloboNews, Marta explicou quais razões a motivaram a sair do ministério para voltar ao Senado Federal.

“(Saí) porque sou uma mulher independente, sempre tive isso de determinação e coragem para fazer o que acho que deve ser feito”, comentou a senadora, ex-prefeita de São Paulo.

Questionada se continuará apoiando Dilma, ela disse que sim, e negou ainda que o PT esteja dividido neste momento – em uma clara menção a uma ala que apoia abertamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que chegou a tentar emplacar o chamado “Volta, Lula” nas últimas eleições presidenciais.

Já sobre o teor da sua carta de demissão, que fazia comentários sobre a área econômica, Marta explicou que adotou um tom mais crítico acerca do tema “por ser paulista”. “E São Paulo sente as agruras dessas dificuldades econômicas que o Brasil está vivendo. E eu sou senadora pelo Estado de São Paulo”, completou.

Todavia, o tom mais ameno nesta entrevista mais recente não ajuda a desmontar o estrago causado pela saída da agora ex-ministra da Cultura, justamente durante a viagem de Dilma para Catar. É apenas mais um capítulo do “fogo amigo” que já aflige o governo federal, e que tende a se intensificar nos próximos meses, com a reforma ministerial e as eleições na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

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