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06/11/2014 10:58 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Desemprego recua para 6,8% no 2º trimestre, de acordo com pesquisa trimestral do IBGE em todo o país

Mario Tama via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - OCTOBER 26: Brazilian President and Workers' Party (PT) candidate Dilma Rousseff (C) celebrates with Brazil's former president Luiz Inacio Lula Da Silva (R) after being re-elected on October 26, 2014 in Brasilia, Brazil. Rousseff defated Presidential candidate of the Brazilian Social Democratic Party (PSDB) Aecio Neves in a run-off election. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

A taxa de desemprego no Brasil continua caindo, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre de 2014, o desemprego foi de 6,8%, enquanto no primeiro trimestre tinha sido de 7,1%. O resultado também é menor do que o verificado em igual trimestre de 2013, quando a taxa de desemprego foi de 7,4%.

É uma boa notícia para a presidente Dilma Rousseff, que, desde que foi reeleita em 26 de outubro, enfrenta uma sequência de más notícias na economia. A taxa de desemprego no Brasil foi um de seus principais trunfos durante a campanha. Sempre que os candidatos de oposição Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) criticavam a combinação de baixo crescimento do PIB e inflação alta, Dilma contra-argumentava que o desemprego seguia baixo.

Em 23 de outubro, o IBGE havia divulgado a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País durante o mês de setembro: 4,9%, a menor taxa já registrada neste mês do ano. Já o dado divulgado nesta quinta vale para todo o país durante o segundo trimestre deste ano.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa substituirá a partir de 2015 a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

Segundo a nova pesquisa, a população desocupada no total do Brasil somava 6,8 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2014, montante menor que o verificado no trimestre imediatamente anterior, quando totalizava 7,0 milhões de indivíduos. No segundo trimestre de 2013, a população desocupada havia somado 7,3 milhões de pessoas.

Os dados sobre a população ocupada mostram que 92,1 milhões de pessoas tinham alguma ocupação no segundo trimestre de 2014, contra os 91,2 milhões verificados no trimestre imediatamente anterior. No segundo trimestre de 2013, a população ocupada somava 90,6 milhões de pessoas.

O nível da ocupação no Brasil permaneceu em 56,9% em relação ao total da população no segundo trimestre, mesmo patamar verificado no segundo trimestre de 2013. O resultado, no entanto, é um pouco maior que o verificado no primeiro trimestre deste ano, quando estava em 56,7%.

Mulheres puxam a queda do desemprego

Embora o cenário do mercado de trabalho ainda seja muito desigual entre homens e mulheres, foram elas que puxaram a taxa de desemprego para baixo. Enquanto a taxa de desemprego entre as mulheres recuou de 8,7% no primeiro trimestre para 8,2% no segundo trimestre de 2014, a taxa de desemprego entre os homens ficou praticamente estável, passando de 5,9% no primeiro trimestre para 5,8% no segundo trimestre.

"Parte expressiva na queda da desocupação foi provocada pela inserção das mulheres no mercado de trabalho", confirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Desemprego do IBGE. No entanto, o nível da ocupação das mulheres permanece muito aquém do nível de ocupação dos homens: 46,4% contra 68,4%. "Quer dizer o seguinte, se você separar todas as mulheres com 14 ou mais de idade, apenas 46,4% estão trabalhando", apontou Azeredo.

Veja as taxas de desemprego por região

A taxa de desemprego recuou em todas as regiões brasileiras na passagem do primeiro para o segundo trimestre do ano. Os resultados também foram menores para todas as regiões em relação ao mesmo período de 2013. O Nordeste ainda apresentou o maior resultado, uma taxa de desocupação de 8,8%, mas recuou em relação ao trimestre imediatamente anterior (9,3%) e ante o segundo trimestre de 2013 (10,0%).

O Sul teve a menor taxa de desemprego do País, de 4,1%, resultado menor que os 4,3% registrados no primeiro trimestre do ano, mesmo resultado do segundo trimestre de 2013 (4,3%). No Sudeste, a taxa de desemprego foi de 6,9% no segundo trimestre, ante 7,0% no primeiro trimestre do ano e 7,2% no segundo trimestre de 2013.

No Norte, a taxa ficou em 7,2% no segundo trimestre de 2014, ante 7,7% no primeiro trimestre e 8,3% no segundo trimestre do ano passado. No Centro-Oeste, a taxa de desocupação foi de 5,6% no segundo trimestre, ante 5,8% no primeiro trimestre de 2014 e 6,0% no segundo trimestre do ano passado.

E a população inativa?

O Brasil tinha 38,9% das pessoas em idade de trabalhar fora da força de trabalho no segundo trimestre deste ano, ou seja, não estavam ocupadas nem desocupadas, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua).

O Nordeste registrou a maior fatia de pessoas fora da força de trabalho, 43,1%. No Centro-Oeste, esse porcentual ficou em 34,8%; no Sul, 36,2%; no Sudeste, 37,9%; e, no Norte, 38,7%.

As mulheres eram maioria na população fora da força de trabalho no País, cerca de 66,5% no segundo trimestre de 2014. O cenário foi similar em todas as regiões.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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