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06/11/2014 13:41 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

7 razões para você deixar o seu celular de lado ao entrar no seu quarto

Adam Hester via Getty Images

Você sabe que seu vício em celular atingiu a um novo patamar de insalubridade quando não consegue deitar a cabeça no travesseiro sem ele ao seu lado.

Como se não fosse problemático o suficiente deixar seus aparelhos eletrônicos carregando no criado-mudo durante a noite, uma pesquisa do YouGov e do The Huffington Post realizada no segundo semestre do ano passado apontou que 63% dos usuários de smartphones de 18 a 29 anos dormem com os celulares ou tablets na própria cama.

Nos últimos anos, os cientistas têm descoberto que nosso sono cronicamente atrasado está ligado à presença desses aparelhos no ambiente em que dormimos. Um estudo de Charles A. Czeisler, professor da faculdade de medicina de Harvard, publicado na revista Nature no ano passado, mostrou como a luz azul emitida por aparelhos como celulares, smartphones e tablets ativa neurônios no cérebro que nos impedem de sentir sono. Mais: ficar plugado na tecnologia até a hora de dormir e manter os aparelhos no quarto (o que significa que eles sempre estão à mão) não só afeta nossa capacidade de pegar no sono, mas também a própria qualidade do sono, pois a produção de melatonina do corpo sofre ruptura. A melatonina é o hormônio que induz o sono.

A luz azul é um ponto focal no movimento para tirar os eletrônicos do quarto, mas não é o único benefício para quem transforma o quarto um santuário reservado ao sono.

Eis sete outras vantagens de deixar os aparelhos longe do quarto e, especialmente, longe da cama.

#1. Você vai minimizar a tentação de jogar joguinhos ou conversar com amigos tarde da hora...

Começa com uma olhada rápida no Facebook ou com uma partida de Candy Crush, mas raramente para por aí – especialmente para os mais jovens. Mensagens de texto e uso do celular tarde da noite só exacerbam problemas crônicos do sono, por causa da ausência de uma hora para desligar.

A gratificação instantânea e o estímulo cognitivo que vêm da conexão significam que vamos para a cama cada vez mais tarde, diz à WebMD Magazine Mark Rosekind, ex-diretor do programa da NASA responsável por medidas para combater a fadiga. “Se você fica regularmente acordado até tarde, reajusta seu relógio biológico, e a síndrome do sono atrasado entra em ação. Assim, seu corpo não consegue pegar no sono antes do novo horário, seja meia-noite ou 2h.” Essa disfunção nos padrões do sono tem impacto negativo nos seus níveis de energia e na sua produtividade no dia seguinte.

#2. ... e, em vez disso, talvez vá pegar um livro

Se você ainda não está pronto para dormir, pegue um livro em vez do telefone. A lâmpada da cabeceira não emite a mesma luz azul e estimulante de uma tela digital e permite o início do ciclo natural do sono. De romances para jovens adultos a biografias históricas, os livros permitem que seu cérebro se mantenham num trilho único em vez de dominá-lo com notificações estimulantes.

Existe um outro benefício. Um estudo de 2012 da Universidade Notre Dame revelou que nossa lembrança é melhor se aprendemos algo logo antes de dormir (em comparação com aprender algo pela manhã e passar o dia acordado). Portanto, corra para a seção de não-ficção.

#3. Ou preste mais atenção na pessoa amada.

É muito mais gostoso ficar agarrado numa pessoa do que no celular, mas a tecnologia é uma das maiores culpadas pela sabotagem da vida sexual. Um estudo de 2013 da Harris Interactive e da Jumio mostrou que 72% dos americanos mantêm o celular a no máximo 1,5 metro de distância do corpo a maior parte do tempo, e 20% dos adultos estão com o telefone na mão enquanto fazem sexo.

Infelizmente essa conexão tecnológica está comprometendo as conexões da vida real. Se você não quiser acabar com o clima entre os lençois e quiser melhorar a comunicação com seu parceiro, é melhor deixar o celular fora da relação.

#4. Você vai reduzir sua exposição à radiação.

Apesar de não haver evidências conclusivas da ligação entre celulares e câncer, os telefones emitem uma forma de radiação eletromagnética não-ionizante que pode ser absorvida por tecidos próximos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (http://www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/cellphones).

Uma revisão de estudos realizada pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer mostrou que tais transmissões podem ser “possivelmente cancerígenas” e que o risco aumenta quando você está segurando o aparelho junto ao corpo. O risco é mínimo quando o telefone está desconectado do wi-fi – ou, melhor ainda, desligado. Mas temos de admitir que a maioria das pessoas que dormem com o celular não o colocam no modo avião.

#5. Você vai relaxar sem os alertas apitando na sua orelha.

Você pode nem perceber, mas deixar o telefone ligado e por perto cria uma sensação de hipervigilância, experiência muitas vezes associadas à síndrome do estresse pós-traumático que envolve uma tensão constante. Estar alerta para ligações, mensagens de texto ou emails impede que o corpo relaxe completamente.

#6. E pode até curtir o momento mais intensamente.

Quando você dá um tempo na tecnologia, fica muito mais fácil curtir o momento presente e esquecer do resto do mundo. Aprender a dizer não para a conexão constante te dá o espaço para ficar sozinho com seus pensamentos – e oferece um pouco de solidão antes de cair na cama.

#7. Sono, sono e mais sono!

Pense quanto tempo a mais você dormiria se seu telefone não te distraísse do cansaço. Criar um “toque de recolher” para o celular – de pelo menos 30 minutos a uma hora antes de deitar – dá ao cérebro a oportunidade de desacelerar e relaxar. Curta a paz e a tranquilidade do quarto, deixe os pensamentos fluir e o sono chegar, em vez de entregar o controle ao telefone.

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