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05/11/2014 22:21 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Estudo indica relação entre vontade de urinar e descrença no livre arbítrio

Spinoza, Hobbes, Lutero, Santo Agostinho, Schopenhauer: todos eles já perderam noites de sono pensando no livre arbítrio.

Para este último, por exemplo, o ser humano tem apenas a ilusão de liberdade, mas é escravo de suas vontades e necessidades.

Um estudo publicado na revista Consciousness and Cognition coloca mais uma pitada de sal na discussão.

De acordo com a pesquisa, quanto mais as pessoas sentem vontade de fazer xixi, menos elas acreditam no livre-arbítrio.

Parece que não faz sentido, mas o raciocínio é o seguinte: como observou este artigo da Scientific American, quando passamos por experiências físicas que nos lembram das leis da natureza, deixamos de acreditar que controlamos nosso destino.

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A pesquisa faz parte de umacontroversa corrente de estudos cognitivos que investiga como nossos estados corporais afetam nossa mente. É a chamada teoria da cognição corporificada, que sugere, por exemplo, que sorrir nos faz mais felizes, ou que nosso senso de julgamento é afetado pela temperatura ambiente.

Como funcionou a pesquisa?

Os pesquisadores submeteram os 193 participantes a um questionário amplo, envolvendo seus desejos, suas crenças e inclusive as vontades que sentiam enquanto respondiam às perguntas.

Os pesquisadores observaram uma tendência clara: pessoas que declaravam estar com vontade de dormir, comer, urinar, fazer sexo e outros desejos corporais acreditavam menos na liberdade de escolha.

A única exceção foram os participantes que estavam de dieta. Nesse caso, a sensação de fome foi associada à sensação de liberdade de escolha.

Conclusão: está cheio de caraminholas na cabeça? Faça xixi...