COMPORTAMENTO
03/11/2014 18:54 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Estas são as cidades com os sistemas de transporte mais perigosos para as mulheres (FOTOS)

ASSOCIATED PRESS
Women stand inside a crowded train car in Mexico City, Mexico March 5, 2004. Due to high incidents of sexual harrassment in train cars, the transit system has set regulations in which men and women ride in separate train cars during rush hour commutes. (AP Photo/Eduardo Verdugo)

Uma pesquisa realizada pela YouGov e pela Fundação Thomson Reuters descobriu que, em três capitais latino-americanas, o transporte público é extremamente perigoso para as mulheres.

O estudo entrevistou cerca de 6.550 mulheres e, entre elas, especialistas de gênero, que avaliaram suas percepções de segurança para o sexo feminino no sistema de transporte público. A pesquisa foi realizada em 15 das 20 maiores capitais do mundo, assim como Nova York.

O resultado da pesquisa, divulgado na última quarta-feira (30), constatou que as mulheres se sentem menos seguras ao viajar de metrô e ônibus nas capitais da Colômbia, México e Peru.

Na Cidade do México, 64 % das mulheres disseram ter sido assediadas fisicamente ao usar o transporte público. Nova York a classificação foi mais elevada para a segurança no transporte público.

Além dos perigos imediatos, se as mulheres não se sentem seguras para ir à escola ou para o trabalho, elas ficam menos propensas a realizar, de fato, seus objetivos, dizem os especialistas.

Isto pode "prejudicar seriamente" o papel das mulheres na economia em geral, alerta um relatório das Nações Unidas sobre gênero e vida urbana.

E no Brasil?!

Todas as mulheres de Heliópolis, bairro da zona sul de São Paulo, ouvidas por pesquisadores da organização humanitária ActionAid para a campanha Cidades Seguras para as Mulheres relataram ter sofrido assédio no transporte público. A pesquisa foi realizada entre setembro e outubro de 2013 em áreas de periferia de São Paulo, Rio, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Das 306 mulheres ouvidas, 50 viviam em Heliópolis. Nas comunidades pesquisadas, a média dos casos de assédio no transporte público foi de 43,8%. Depois de Heliópolis, o Complexo da Maré, na zona norte do Rio, apresentou o maior porcentual: 66%. Em Upanema, no Rio Grande do Norte, apenas 4% mencionaram o problema.

De acordo com o estudo, a maior parte das mulheres, em todas as localidades, toma precauções para evitar o assédio. São estratégias como evitar sentar no fundo dos ônibus, apontada por 71% das entrevistadas em Heliópolis. Quase oito em cada dez acreditam que o tempo de espera pelo transporte aumenta a insegurança. Esse tempo é mais curto em Heliópolis e mais longo em Upanema, mas em geral a maior parte aguarda até 50 minutos pela chegada do transporte. Leia mais aqui!

Estas são as cidades com os sistemas de transporte mais perigosos para as mulheres, de acordo com a pesquisa: