'Yes Please', o livro de Amy Poehler, tem todo tipo de conselho para todos os assuntos

É uma verdade universalmente reconhecida que todas as mulheres amam Amy Poehler. Também é uma verdade universalmente reconhecida que, se você é uma celebridade engraçada que também escreve, deveria publicar um livro de memórias ligeiramente confessional e definitivamente hilário. Apresentando Yes Please, de Amy Poehler.

A voz dela não é a mesma de Tina Fey em Bossypants ou de Mindy Kaling em Is Everyone Hanging Out Without me? ou de Lena Dunham em Not That Kind of Girl, mas Poehler admite ter lido os três, além de Heartburn, de Nora Ephron, enquanto estava escrevendo o seu livro. A beleza é que um gênero que celebra e amplifica a voz de mulheres hilárias e interessantes não tem como parecer saturado.

O livro tem memórias e auto-ajuda em iguais medidas – como diz Poehler, ela “compartilha emoções de leve”. Terminei Yes Please com a sensação de conhecê-la um pouco melhor e convencida de que, em circunstâncias diferentes, seríamos ótimas amigas. Porque Poehler é como a gente – menos quando não é. Ela ama seus filhos, teve sua dose de ataques de pânico e um surto de depressão pós-parto, experimentou cocaína e fez macarrão chapada, mas também é amiga de Seth Meyers e Tina Fey e Spike Jonze e Martin Short e Rachel Dratch e Julia Louis-Dreyfuss.

Também descobri que ela dá ótimos conselhos. Bônus: ela está certa a respeito da maioria das coisas. Ela até mesmo disse pra mim (ou seja, para todo mundo que ler o livro) que “Tenho a Angelina Jolie das vaginas” deveria ser usada em todos os artigos escritos sobre o livro. E, como há poucas frases melhores que esta, decidi acolher o pedido:

“Tenho a Angelina Jolie das vaginas.”

Além das observações engraçadas (“Mantenha a virgindade o máximo que puder, até começar a se sentir estranha. Aí resolva o problema de uma vez.”) e das anedotas sobre suas amigas celebridades (“Rashida Jones é a pessoa mais bonita que já conheci.”), a melhor coisa de Yes Please é o fato de o livro ser humano. E, como a vida, ele não é perfeito, passa rápido, te força a enfrentar assuntos difíceis e é extremamente gratificante.

Sem mais delongas, eis 32 excelentes conselhos de vida, cortesia de Amy Poehler:

Na dúvida, ria.

“Passar do choro para a risada tão rápido e de repente acontece talvez cinco vezes na vida. Essa guinada à direita é a razão pela qual estamos vivos, e acredito que isso aumente nossa vida em vários anos.”

Não se esqueça de se divertir.

“Ninguém parece idiota quando está se divertindo.”

Lembre-se de “se assustar e de se sentir vivo”.

“Aventura e perigo podem fazer bem para o coração e para a alma.”

Escrever é trabalho.

“A verdade sobre escrever é o seguinte: é difícil e chato e às vezes incrível, mas em geral não é.”

Se quiser ser escritor, escreva, p**ra.

“E aí você vai lá e faz. Você cava uma trincheira e escreve. Você usa o corpo ... Põe a mão no coração e sente os batimentos e decide se o que você escreveu parece verdadeiro. Você escreve porque o ato de escrever é o lance.”

Escrever é poder.

“Você cria algo, e o mundo vai estar para sempre em dívida e dependente de você.”

Passar por um divórcio é uma dor única.

“Quando você é uma pessoa que passa por um divórcio você se sente incrivelmente sozinha, mas é constantemente lembrada pela sociedade da frequência com que o divórcio acontece e como ele se tornou normal. Não lhe é dado o direito de se sentir especial, mas ninguém entende as dores específicas que você está sentindo.”

Mas essa dor não dura para sempre.

“Um belo dia você vai acordar se sentindo 51% feliz, e lentamente, molécula por molécula, vai se sentir você mesma de novo.”

Não perca seu tempo lutando contra ele.

“Lutar contra o envelhecimento é como a Guerra contra as Drogas. É caro, faz mais mal que bem e está provado que não acaba nunca.”

Ficar mais velho te dá superpoderes.

“Ficar mais velho também te ajuda a desenvolver visão de raio-X. O estranho é que o momento em que as pessoas passam a olhar menos para você é justamente aquele em que você consegue enxergar através delas.”

Encontre exemplos profissionais e sugue a sabedoria deles.

“Assistir os grandes fazendo aquilo que você ama é uma boa maneira de aprender a fazer.”

Seja dono do seu sucesso.

“[Meu amigo] notou que as pessoas estavam realmente começando a reconhecer meu nome e me perguntou se eu ‘estava acreditando’. ‘Sim’, respondi. Trabalhei mais de uma década para chegar aqui.”

Mas sua felicidade não depende só dos marcos da sua carreira.

“Tenha desprendimento. Pratique a ambivalência. Aprenda a abrir mão do querer. Trate sua carreira como um namorado ruim.”

Você provavelmente vai ter de lidar com baboseiras quando fizer 40 anos.

“Quando a mulher faz 40 anos ela passa a ter de lidar com duas coisas: homens mais jovens que lhe dizem como têm orgulho dela e homens mais velhos deixando claro que transariam com ela.”

A misoginia existe, definitivamente. E, se você é mulher, você vai senti-la de alguma maneira.

“Fui assaltada, mas não estuprada, e uma pessoa que conhecia me empurrou e cuspiu em mim. Fui forçada a parar o carro depois de um incidente de trânsito em que um homem colocou a cabeça pra dentro do meu carro e disse que iria ‘esporrar na minha cara’. E acho que tenho sorte. Isso é o que eu considero ‘muita sorte’.”

Beleza não é tudo. Encontre sua força e seja dono dela.

“Decida logo qual será sua moeda. Abra mão daquilo tudo que você jamais terá. As pessoas que fazem isso são mais felizes e mais sexy.”

Não tenha medo de parecer um idiota.

“Parecer bobo pode ser poderoso. As pessoas comprometidas e que correm riscos são os reis e as rainhas do meu baile.”

Você não precisa pedir desculpas por tudo. Mas seja gentil consigo mesma quando fizer.

“Uma mulher leva anos para desaprender as coisas pelas quais ela acha que tem de se desculpar. São anos até encontrar sua voz e dominar seu território.”

Mulheres são perigosas durante a gravidez – para o bem.

“Quando você está grávida consegue se safar de muitas merdas. As mulheres realmente estão na sua fase mais perigosa nessa época. Seus hormônios dizem que você é forte e sexy, todo mundo tem medo de você, e você tem um aliado embutido que pode sair a qualquer momento.”

Seu plano de parto, sua escolha.

“Bom pra ela! Não pra mim. Esse é o mote que as mulheres deveriam repetir constantemente.”

Ouça seu coração, não seu cérebro, quando você fizer bobagem.

“O cérebro não é seu amigo na hora de pedir desculpas.”

Aprenda a canalizar sua vergonha de forma produtiva.

“A vergonha é difícil. É uma arma e um sinal. Pode paralisar ou motivar.”

Lembre que pedir desculpas não tem a ver com você.

“Pedir desculpas não têm nada a ver com você. Elas são balões no céu. Elas podem nunca pousar.”

Mães que trabalham ou que ficam em casa não estão em campos opostos.

“Existe um pacto silencioso que as mulheres deveriam supostamente seguir. Eu deveria agir como se tivesse uma sensação de culpa constante por estar longe dos meus filhos (Mas não o faço. Amo meu trabalho.) Mães que ficam em casa deveriam fingir que estão entediadas, que queriam estar fazendo alguma coisa corporativa (Elas não querem. Elas amam o trabalho delas.)

“Toda mãe precisa de uma esposa.”

“Toda mãe precisa de uma esposa que cuide dela e a ajude a ser uma mãe melhor. As mulheres quem me ajudaram ficaram na minha cozinha e dividiram suas vidas comigo.”

Sinta-se à vontade para subornar seus filhos.

“O dia em que seus filhos são grandes o suficientes para ser subornados é uma maravilha. É uma ferramenta nova no seu arsenal.”

O prazer feminino é importante. Certifique-se de que você tem o seu.

“Deus nos puniu com o dom do fingimento. Mostre pra Ele quem manda, gozando.”

Mas sexo é mais que orgasmo.

“Você pode não cruzar a linha de chegada todas as vezes. Não se preocupe. Cada parte da jornada pode ser incrível.”

Abrace aquilo que te dá tesão.

“Sou fã de pornô. Pode ser um ótimo acompanhante para uma noite de autoprazer. É tão importante quanto uma harmonização de vinho.”

Homens e mulheres enxergam a amizade de jeitos diferentes.

“Acho que, em geral, o quanto os homens compartilham entre eles em um ano equivale ao que eu compartilho com minhas amigas enquanto esperamos o manobrista trazer o carro.”

Amigas são seu melhor apoio moral.

“Às vezes Tina [Fey] é como uma especialista em bungee jump supertalentosa. Ela só precisa dizer ‘A gente consegue, né?’, e de repente acho que posso pular de uma ponte.

O verdadeiro amor está nos detalhes.

“Acordei pedindo desculpas por roncar e ele tirou os plugues da orelha para me ouvir. Foi um dos gestos mais românticos que já vi.”

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.