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30/10/2014 12:04 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Polícia de Israel mata palestino suspeito de atirar em judeu de extrema-direita

AP Photo

A polícia de Israel matou nesta quinta-feira (30) um homem que disparou contra policiais ao resistir à prisão em Jerusalém Oriental depois de ter tentado assassinar um ativista israelense de extrema-direita, informou a polícia.

"Unidades da polícia antiterrorista cercaram uma casa no bairro de Abu Tor e prenderam um suspeito da tentativa de homicídio de Yehuda Glick, imediatamente ao chegaram eles foram alvo de tiros. Eles responderam aos disparos e mataram o suspeito", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

Um site oficial do Hamas identificou o homem que foi morto como Moataz Hejazi, 32, que passou 11 anos em uma prisão israelense e foi solto em 2012.

Glick ficou gravemente ferido devido aos tiros levados em Jerusalém, na quarta-feira (29), enquanto deixava uma conferência promovendo a campanha judaica para permitir orações em um local da Cidade Velha que é um ponto de tensão já que judeus e muçulmanos o consideram sagrado, disseram autoridades israelenses.

Israel afirma que protege a liberdade de culto no local, enquanto palestinos dizem que Israel toma medidas apenas para permitir um número cada vez maior de visitantes judeus.

O local é administrado por um órgão islâmico chamado Waqf e a segurança fica a cargo da polícia de Israel.

O fechamento do local por Israel causou uma reação imediata do líder palestino Mahmoud Abbas, que afirmou que encara a atitude como “uma declaração de guerra”.

Autoridades palestinas afirmaram que vão adotar medidas contra a interdição.

O incidente envolvendo Glick é mais um incidente que tem levado a uma escalada da tensão em Jerusalém.

Na semana passada, um bebê e uma mulher foram mortos quando um palestino jogou seu carro contra pedestres que aguardavam em uma parada de bonde.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu acusou Abbas de apoiar os ataques.

Com informações da Reuters