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28/10/2014 09:38 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Uruguaios rejeitam a redução da maioridade penal para crimes graves; presidência será definida no segundo turno

AP Photo

Na mesma eleição em que votaram para presidente e parlamentares, os uruguaios decidiram não reduzir a maioridade penal, estabelecida em 18 anos. O pleito ocorreu no último domingo (26).

Se a mudança na lei fosse aprovada, adolescentes com idade entre 16 e 18 anos que cometessem delitos graves – entre eles homicídio, violência doméstica, e disparo com arma de fogo– poderiam ser condenados como adultos.

Entre os eleitores habilitados para votarem no plebiscito, 41,5% votaram pela mudança na lei – o que faz tudo ficar como está. Os que não queriam nenhuma alteração, na hora de votar não colocavam nenhum papel na urna.

Ainda que a redução na maioridade penal não tenha sido aprovada, não há como negar que a votação foi expressiva: o sim recebeu apenas 21 mil votos a menos do que o primeiro colocado na corrida presidencial, Tabaré Vázquez .

Vázquez é candidato pelo Frente Amplia, partido no poder há quase dez anos e o mesmo do atual presidente Jose Mujica. Ele já foi presidente do país entre 2005 e 2010.

Ele conquistou 42,3% dos votos, e disputa o segundo turno - dia 30 de novembro - com Luis Lacalle Pou, candidato pelo Partido Nacional (PN), também conhecido como partido Blanco, que conquistou 27,3% dos votos.