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27/10/2014 14:27 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Governos não devem coibir profissionais de saúde de tratarem vítimas de Ebola na África, diz ONU

ACCRA (Reuters) - Os governos têm que evitar qualquer atitude que possa restringir viagens de profissionais de saúde muito necessários na África Ocidental para enfrentar o Ebola, disse nesta

NIAID/Flickr
Scanning electron micrograph of Ebola virus budding from the surface of a Vero cell (African green monkey kidney epithelial cell line). Credit: NIAID

ACCRA (Reuters) - Os governos têm que evitar qualquer atitude que possa restringir viagens de profissionais de saúde muito necessários na África Ocidental para enfrentar o Ebola, disse nesta segunda-feira (27) o chefe da missão da ONU contra o vírus, acrescentando que decisões sobre quarentena não devem ser baseadas na histeria.

Os Estados norte-americanos de Nova York, Nova Jersey e Illinois emitiram novas regras sobre quarentena para pessoas que voltam da África Ocidental em resposta a temores de que as diretrizes federais dos EUA não são suficientes para conter o surto concentrado em Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Uma enfermeira deixada em quarentena após voltar de Serra Leoa criticou no domingo o fato de ter sido posta em isolamento, e disse que não representava qualquer ameaça de contaminação.

"As decisões (sobre quarentena) devem ter como base a ciência e os fatos, e não um exagero ou uma histeria, e as decisões devem ser tomadas de forma a promover a mais rápida e efetiva resposta possível à crise de Ebola na África Ocidental", disse à Reuters Anthony Banbury, chefe da Missão da ONU para a Resposta de Emergência ao Ebola.

"Qualquer coisa que possa dissuadir pessoas do exterior treinadas a vir aqui para a África Ocidental se juntar a nós na linha de frente do combate seria muito, muito infeliz", acrescentou, em entrevista.

Banbury disse que a maior prioridade da missão é receber centenas de profissionais de saúde.