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26/10/2014 18:45 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Luiz Fernando Pezão bate Marcelo Crivella e é reeleito para mais quatro anos no governo do Rio

FÁBIO GONÇALVES/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) foi reeleito para mais quatro anos de mandato. Ele venceu Marcelo Crivella (PRB) com 56,03% dos votos válidos, contra 43,97% recebidos pelo adversário.

Com 96,61% das urnas apuradas, o resultado consolida um cenário já apontado na segunda quinzena de setembro, quando Pezão assumiu a liderança nas pesquisas de intenção de votos no Estado. Na época, ele ultrapassou o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que não chegou ao segundo turno.

Chamou a atenção no Rio a alta taxa de abstenções que chegou a um total de 2.613.585 (22,31% do total) - 1.269.539 votos nulos e 307.651 votos em branco.

Crivella recebeu no segundo turno os apoios dos derrotados Garotinho e Lindbergh Farias (PT). Mas em nenhum momento chegou a ameaçar a liderança de Pezão, com base nas pesquisas realizadas ao longo de todo o segundo turno.

A candidatura de Pezão, aliás, foi envolvida em uma polêmica ainda no primeiro semestre deste ano, quando o PT – partido então aliado – resolveu lançar Lindberg ao governo fluminense. A decisão do diretório petista no Estado gerou um ‘racha’ e Pezão conseguiu também apoios de setores do PSDB, partido com o qual não há aliança nacional.

Natural de Piraí (RJ), Luiz Fernando de Souza, apelidado de Pezão na infância, tem 59 anos e é formado em Economia e Administração de Empresas pela Universidade Estácio de Sá. Começou a carreira política em 1986, ao assumir o mandato de vereador na sua cidade natal. Foi prefeito de Piraí entre 1997 e 2004.

Em 2005, foi subsecretário estadual de Governo e de Coordenação pela governadora Rosinha Matheus (PSB). No ano seguinte, se elege como vice-governador do Rio na chapa encabeçada por Sérgio Cabral (PMDB), parceria que venceu a reeleição no pleito de 2010.

Em abril deste ano, Cabral renunciou para ser candidato ao Senado (o que não aconteceu) e Pezão assumiu o governo fluminense.