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26/10/2014 14:37 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

'Brasil se convenceu de que é hora de mudar', diz ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO

O ex presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, ao votar, que o PT tenta dividir o Brasil, nesta campanha que considera uma das mais agressivas desde a redemocratização. "Essa coisa de separar Nordeste, Sul e Sudeste, ricos e pobres, pretos e brancos, não dá certo. Temos de ter união", argumentou.

Ele afirmou que 70% dos eleitores de Aécio recebem até três salários mínimos. "Classe média é povo também e o povo está se manifestando. Essa tentativa de dividir o País por classe ou cor não faz sentido."

"Estão tentando dividir o país por classe, cor. Essa tentativa não é aceitável. Eles tinham um slogan que dizia 'paz e amor'. Agora, o dono desse slogan está vendendo ódio".

Fernando Henrique ainda afirmou que a primeira responsabilidade do próximo presidente, seja Aécio Neves (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT), "será realizar uma reforma política".

Uma das principais lideranças tucanas, FHC governou o país por dois mandatos, de 1995 a 2002, e defendeu neste domingo os feitos realizados por sua gestão.

"Com o Plano Real reduzimos em 30 pontos a pobreza. Universalizei a educação básica. E agora quer dizer que todos que emergiram à classe média são filhos do Lula? Não. São filhos de um país", disse ele.

Sobre ataques dirigidos pelo ex-presidente Lula a ele e ao seu governo, FHC disse que Lula está se desgastando. "Essas infâmias do Lula estão desgastadas, ele era maior do que é. Em vez de aproveitar seu prestígio, a capacidade que tem para mobilizar o povo, para melhorar as condições culturais e ensinar, não, ele faz o tempo todo um trabalho de destruição dos valores do País", acusou.

O ex presidente também disse que as pesquisas eleitorais divulgadas no sábado (25) mostram uma tendência positiva para o candidato do seu partido, Aécio Neves. "As pesquisas mostram uma tendência que as vezes reverte na última hora. Vamos esperar, não sou imprudente, mas percebemos que tem muita chance", afirmou.

"O Brasil se convenceu de que está na hora de mudar", disse repetindo a mensagem central da campanha de Aécio.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)