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26/10/2014 13:07 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Aloysio Nunes acusa presidente Dilma Rousseff e Lula de terem "escondido" a situação do país

FERDINANDO RAMOS/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

O senador Aloysio Nunes (PSDB) disse na manhã deste domingo (26), depois de votar em São José do Rio Preto (SP), que o PT comandou uma organização criminosa dentro da Petrobras e que Lula e Dilma sabiam dos atos praticados por essa organização.

"Houve um assalto aos cofres públicos; a Petrobras foi dominada por uma organização criminosa, pelo PT. É isso", afirmou o governador ao rebater questionamento feito sobre uma possível recusa da Justiça a homologar o acordo de delação do doleiro Alberto Youssef.

Segundo o senador, o Executivo está envolvido na corrupção da Petrobras. "É impensável que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula não soubessem que o Paulo Roberto Costa estava lá para roubar", afirmou Aloysio, acrescentando que Costa foi indicado por um "mensaleiro", que ele não identificou, para abastecer o PT e seus aliados com os recursos supostamente desviados da companhia.

"Evidentemente, ele foi indicado por um notório mensaleiro para ocupar a diretoria de Abastecimento, só que não estava cuidando do abastecimento de petróleo, estava cuidando do abastecimento de dinheiro sujo nos cofres do PT e dos seus aliados."

Aloysio disse que não queria especular sobre os últimos acontecimentos envolvendo a saúde do doleiro - que na tarde deste sábado,, passou mal na carceragem da Polícia Federal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Santa Cruz, em Curitiba (PR) -, mas afirmou que Youssef tem um "arquivo fartíssimo" de informações que podem complicar o governo. Aloysio não disse quais informações seriam essas, mas relacionou o caso a uma possível queima de arquivo.

"É claro que houve especulação sobre queima de arquivo. Eu não quero fazer especulação, mas o fato é que Youssef é um arquivo vivo, tem revelações ainda por fazer, informações que seguramente vão colocar esse governo em situação difícil", afirmou, para acrescentar: "Eu desejo que ele se recupere."

Para Aloysio, não importa se o acordo de delação de Youssef será ou não homologado pela Justiça. "As informações que ele tem, ele as tem e se dispôs a revelá-las. Ele tem um arquivo fartíssimo e o Paulo Roberto Costa, seu cúmplice, já tem um acordo de delação premiada", afirmou. Aloysio previu que as denúncias do doleiro "vão provocar um enorme terremoto" quando forem apuradas pelo Senado.

O vice na chapa de Aécio Neves (PSDB) à Presidência, afirmou também que as pesquisas de intenção de voto mostraram o tucano subindo na reta final.

"As pesquisas são contraditórias, algumas são positivas, outras não. Mas o fato é que esta campanha despertou um entusiasmo como há muito tempo eu não via. Desse ponto de vista, a campanha já é vitoriosa", disse. "E será vitoriosa também no resultado eleitoral."

Segundo ele, 2015 será um ano difícil, mas Aécio tem "competência" para realizar ajustes e conhece bem o Congresso Nacional.

"Ele chegará ao governo com uma base de legitimidade popular também muito forte."

O senador acusou a presidente Dilma Rousseff (PT) de ter escondido "o tempo todo" a real situação do Brasil e por isso será necessário "abrir a caixa preta".

"Desde a chamada contabilidade criativa até a censura sobre os dados produzidos pelos seus próprios institutos", disse o candidato a vice.

"O simples fato da vitória da oposição já vai criar um clima de confiança favorável aos investimentos e à retomada do crescimento", complementou. Aloysio segue mais tarde para Belo Horizonte (MG), para se reunir com Aécio.

O candidato votou na manhã deste domingo na Faculdade Dom Pedro, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Em uma passagem bem rápida por sua seção eleitoral, o candidato chegou acompanhado da esposa, Gisele Sayeg, cumprimentou eleitores e conversou com a imprensa.