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24/10/2014 18:54 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

#DebateNaGlobo: Dilma tinha – e ainda tem – perguntas sobre a crise da água em SP a Aécio. E elas devem aparecer hoje

Montagem/Estadão Conteúdo

Enviado especial no Rio de Janeiro - Não há nenhuma dúvida que a matéria de capa da revista Veja desta sexta-feira (24), que trata de parte da delação premiada do doleiro Alberto Yousseff, vai aparecer durante o último debate entre os candidatos à Presidência da República, às 22h30, na Rede Globo. Aécio Neves (PSDB) buscará o embate no tema, Dilma Rousseff (PT) baterá na tecla de ‘investigar os malfeitos’.

Entretanto, os três debates anteriores, realizado – pela ordem – na Rede Bandeirantes, SBT e Rede Record – não colocaram sob os holofotes um tema espinhoso aos tucanos: a crise da água em São Paulo. O vazamento de áudios nos quais a presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, admite erros na condução do caso junto à população deve aparecer.

Com base nas últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha, Dilma cresceu em boa parte dos segmentos e regiões do País. Os seis pontos de vantagem, mostrados pelos dois levantamentos, não são garantia de absolutamente nada – a lembrar que os dois institutos erraram ao não apurarem o crescimento de Aécio na reta final, fechando o primeiro turno acima dos 35%.

Assim, um crescimento da petista no Sudeste – mais precisamente em São Paulo – pode dar o impulso que falta para a reeleição se consolidar nas urnas no próximo domingo (26). Após o debate passado, na Record, Dilma respondeu, ao ser questionada, o motivo do tema crise hídrica no Estado mais rico do Brasil não ter aparecido. E ela assim disse:

“Olha eu tinha essa pergunta aqui. Mas... ia até fazê-la. Acho que essa questão é uma que será, pelo menos da minha parte, eu tenho todo o intuito de discutir. Não quero fazer, usar essa questão de forma eleitoreira em respeito à população de São Paulo. Mas acho que a falta de planejamento e de gestão está clara neste caso, assim como teve no ano de racionamento de energia elétrica. Nós temos uma situação grave em São Paulo”, comentou Dilma.

Nas últimas semanas, conforme noticiou o jornal Folha de S. Paulo, Aécio vem sendo assessorado com números e dados pela equipe de governo de Geraldo Alckmin, justamente esperando por uma ou mais perguntas sobre o assunto. Entretanto, a mesma Folha noticiou que há tucanos que enxergam a alta petista justamente nessa questão. Ou seja, é provável que o presidenciável tucano esteja devidamente apto a prestar o outro lado nesse tema do presente, até porque ele não se cansa de acusar Dilma de “olhar para o passado”.

“Eu espero que uma coisa tão ruim não venha em meu benefício”, comentou Dilma, quando questionada sobre a possibilidade de ganhar votos caso o tema seja debatido na TV entre os presidenciáveis. “É uma situação lamentável. Não é possível que o maior Estado do País, há estudos que mostram as obras que deveriam ser feitas, não tenha tomado essas providências”, completou.

Além de Petrobras e crise da água em SP, outros temas esperados deverão envolver assuntos da gestão de Aécio no governo mineiro, a inflação e a situação econômica do País, a segurança pública, educação e saúde – estes dois últimos com os seus tópicos recorrentes, como Pronatec e Mais Médicos. Na onda de “um debate de nível”, como reconhecidamente foi o da Record, espera-se que assuntos familiares e outros que possam incentivar o ódio fiquem de fora.

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