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23/10/2014 11:38 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

IBGE: Taxa de desemprego cai a 4,9% em setembro, mas cresce o número de inativos

NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 4,9% em setembro, a menor taxa já registrada neste mês do ano. Em agosto, a taxa de desocupação foi de 5,0%.

Entretanto, não houve aumento no número de ocupados em setembro ante agosto. Pelo contrário, a população ocupada teve ligeiro recuo de 0,2%, o equivalente a 36 mil postos de trabalho a menos. Na comparação com setembro do ano passado, o número de ocupados diminuiu 0,4% (91 mil vagas a menos).

A Pesquisa Mensal de Emprego foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (23).

Em números absolutos, em setembro o Brasil registrou 23,103 milhões de pessoas ocupadas. Já a população desocupada chegou a 1,183 milhão de pessoas, perda de 3,1 por cento ante agosto e queda de 10,9 por cento sobre um ano antes. Os desocupados são as pessoas desempregadas em busca de uma chance no mercado de trabalho.

O que explica a queda da taxa de desemprego, por um lado, sem que tenha ocorrido aumento de pessoas ocupadas, de outro, é a migração de pessoas para a inatividade. A faixa da população inativa aumentou 0,7%, o equivalente a 133 mil pessoas que passaram a ser consideradas inativas, de agosto para setembro.

Em comparação com setembro do ano passado, o número de inativos subiu 3,7%, o equivalente a 690 mil pessoas a mais na inatividade.

"A redução da taxa está associada à queda na procura, ou seja, a taxa cai porque há menos pressão sobre o mercado de trabalho", disse a técnica do IBGE Adriana Berengui, segundo a agência Reuters. Uma das explicações para esse cenário é que as pessoas têm passado mais tempo estudando, retardando a sua entrada no mercado.

Já o rendimento médio real dos trabalhadores registrou alta de 0,1% em setembro ante agosto, segunda alta seguida, chegando a R$ 2.067,10. Sobre setembro de 2013, o rendimento avançou 1,5 por cento.

O baixo índice de desemprego tem sido uma das principais armas da presidente Dilma Rousseff (PT) na sua acirrada corrida pela reeleição contra Aécio Neves (PSDB), que termina neste domingo com o segundo turno das eleições.

Entretanto, o mercado de trabalho dá sinais de perda de vitalidade. A criação de vagas formais de trabalho em setembro foi a pior para o mês em 13 anos, segundo dados do Ministério do Trabalho.

Com informações do Estadão Conteúdo e da Agência Reuters.