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23/10/2014 18:01 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

DataPost: resultado da votação no segundo turno para Presidência na nossa redação

Montagem/Estadão Conteúdo

Repetindo o que fizemos antes do primeiro turno, organizamos uma eleição interna aqui na redação do Brasil Post para descobrir quem elegeríamos Presidente da República neste domingo.

Aqui, como em todo o país, o baixo nível dessa campanha nos contaminou e estremeceu alguns relacionamentos. Mas apesar disso, no meio das diferenças pessoais e do caráter apaixonado de nossas discussões, tentamos fazer uma cobertura balanceada, mostrando o bom e o ruim de cada candidato.

É claro que nem sempre tudo foi perfeitamente equilibrado. Mas esse foi nosso compromisso coletivo, nosso objetivo. Considero um indicador do relativo sucesso o fato de que, nos comentários em nossa páginas e no Facebook, fomos seguidamente acusados de Marineiros, Dilmistas, Aecistas, Comunistas...

É muito importante destacar que, mesmo em uma campanha tensa como esta do segundo turno, nossa redação trabalhou com absoluta liberdade editorial, como é tradição dentro da Abril. Antes de escrever a linha acima, perguntei aos nossos jornalistas se eles concordavam com essa afirmação. Todos foram unânimes em dizer que sim.

Teorias de conspiração acreditam que a imprensa é um mero instrumento de interesses dos "patrões". Meus 25 anos de experiência em vários veículos me orgulham da independência e do papel social que o jornalismo desempenha no Brasil. Nos EUA, onde o Huffington Post foi criado, é tradição veículos declararem voto. Aqui, essa não é a prática habitual.

Por isso decidimos fazer nossas votações internas e secretas, publicando o resultado como uma forma de reafirmar nosso compromisso coletivo com uma cobertura equilibrada e editorialmente independente. E o resultado para o segundo turno é o seguinte: Dilma Rousseff teve 12 votos (70,6%) e Aécio Neves 4 (23,5%), além de um voto nulo (5,9%).

Seja quem for o vencedor no domingo, ele terá de conviver com o fato de que quase metade do país preferia visceralmente o outro candidato. O vencedor terá que se reconciliar com esse eleitorado. Enquanto que todos nós, brasileiros, teremos de nos reconciliar uns com os outros.