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22/10/2014 09:37 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Datafolha: Otimismo com economia leva Dilma a 47%, contra 43% de Aécio

Montagem/Datafolha

O brasileiro está mais otimista em relação à economia e isto pode estar impulsionando a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) na reta final de segundo turno da eleição presidencial. O instituto Datafolha realizou nova pesquisa de intenção de voto nesta terça-feira (21) e os resultados são quase idênticos aos da pesquisa da segunda-feira, um dia antes.

Em votos válidos, Dilma registrou 52% e Aécio Neves (PSDB), 48%, o que significa empate técnico no limite máximo da margem de erro. Em votos totais, Dilma oscilou de 46% para 47%. Já Aécio manteve os 43%. Brancos e nulos foram de 5% para 6%; indecisos de 6% para 4%.

Entretanto, os números relativos à economia mostram que a expectativa de aumento dos preços caiu para o patamar mais baixo da série do instituto desde 2007. Em abril, 64% dos entrevistados achavam que a inflação iria aumentar. Este percentual caiu para 50% no fim de setembro e 31% agora. Para 35%, o índice vai ficar como está e 21% acham que vai diminuir.

Há um maior otimismo também em relação ao desemprego. Em levantamento realizado nos dias 25 e 26 de setembro, 36% achavam que o desemprego iria aumentar. Agora são 26%. Os que achavam que o desemprego iria diminuir eram 23% e agora são 31%. O percentual dos que acham que vai ficar como está oscilou de 32% para 33%.

Também houve melhora significativa em relação à percepção sobre a situação econômica do país. No final de setembro, 25% achavam que a economia iria piorar e agora 15% têm esta opinião. Já os que achavam que a economia iria melhorar eram 32% e agora são 45%.

Como não houve mudança significativa nas perspectivas reais da economia nas últimas semanas, a reportagem do jornal Folha de S.Paulo baseada na pesquisa do instituto afirma que "explicação para o aumento do otimismo pode ser a própria campanha eleitoral".

Afinal, os eleitores de Dilma acreditam que ela tem controle sobre a economia e terá condições de promover melhorias. Da mesma forma, os que preferem Aécio também creem em sua capacidade de conduzir a economia, segundo análise publicada junto com os resultados da pesquisa.

Os dados econômicos mais recentes, no entanto, não dão indícios de que haja uma tendência de melhoria em curso. O PIB deve crescer algo perto de 0,3% neste ano e os preços aumentaram 0,48% em setembro, principalmente com a alta dos preços dos alimentos. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada está em 6,75%, acima do teto da meta estabelecida pelo próprio governo.

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