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19/10/2014 23:04 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Nível sobe no #DebateNaRecord com debate de assuntos econômicos no primeiro bloco e mais uma guerra de números

MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A uma semana da eleição, parece que o nível de confronto entre os presidenciáveis subiu no #DebateNaRecord. Ao menos no primeiro bloco do debate na noite deste domingo (19).

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) trataram da ampliação do cadastro dos micro e pequenos empresários, desemprego no Brasil, soluções para conter a inflação, direitos trabalhistas, fome no País, programa Mais Médicos e, claro, corrupção.

Assim que Dilma fez a primeira pergunta, sobre o Supersimples, Aécio mostrou-se surpreso, tendo em vista a troca de acusações e os ataques pessoais no debate no SBT:

'Agradeço a qualidade da primeira pergunta', disse Aécio.

Os três momentos mais tensos do primeiro bloco foram as discussões sobre a corrupção na Petrobras, a paternidade do programa Bolsa Família (mais uma vez) e os gastos com saúde.

Mais uma vez, Dilma comparou o "meu Bolsa Família" com os programas sociais da era Fernando Henrique Cardoso, dizendo que o número de beneficiários hoje é dez vezes maior que no passado.

"Não temos que ter a preocupação de sermos donos dos programas. Eles são dos brasileiros", argumentou Aécio.

Ao ser questionada pelo tucano sobre ter admitido desvios na Petrobras, neste fim de semana, Dilma lembrou que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, também está envolvido, segundo depoimento do delator Paulo Roberto Costa, homem-bomba da estatal.

Dilma disse que a diferença entre governos do PT e PSDB é que, durante a gestão de FHC, autoridades suspeitas de corrupção não eram investigadas. Ela enumerou casos que já listara em outros debates, como Pasta Rosa, Caso Sivam e a compra de trens em São Paulo.

"Eu nunca impedi investigação. Que olhassem, que investigassem. Vocês impediram. Vocês arquivaram mais de 200 investigações", disse Dilma.

A presidente também acusou Aécio de desvio de recursos da saúde pública enquanto governador de Minas Gerais, referindo-se à investigação aberta pelo Ministério Público sobre suposta fraude orçamentária nos gastos da saúde durante gestão de Aécio.

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