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12/10/2014 11:57 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Fim da ‘novela': Marina Silva anuncia apoio a Aécio Neves no segundo turno eleitoral

ADRIANA SPACA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Derrotada no primeiro turno presidencial, a candidata Marina Silva (PSB/Rede Sustentabilidade) formalizou no fim da manhã deste domingo (12) o seu apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno eleitoral. A posição (leia a íntegra) – já esperada – veio após o ex-governador de Minas Gerais aceitar alguns dos pontos defendidos por Marina durante o primeiro turno.

“Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos”, comentou Marina durante a leitura de sua nota oficial, feita em entrevista coletiva.

O alinhamento de Marina junto à campanha de Aécio segue o posicionamento majoritário do PSB, partido pelo qual ela foi a terceira candidata mais votada do primeiro turno, e também a primeira recomendação da Rede Sustentabilidade, sigla que a ex-senadora representa ativamente (e que ainda não foi constituída oficialmente no âmbito eleitoral) - posição que gerou controvérsias pouco depois.

Marina acredita que o momento é de vencer o ódio que apenas luta pelo poder – em uma crítica direta à campanha do PT e da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno – e ainda viu semelhanças entre o atual momento, com o tucano representando a mudança, e aquele que o País vivia em 2002, quando o então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva representava esse anseio da sociedade.

Os principais pontos que uniram Aécio e Marina envolveram a aceitação do tucano nas propostas envolvendo a demarcação de terras indígenas, a reforma agrária e o fim da reeleição. Todavia, a diminuição da maioridade penal, bandeira que Marina sempre se disse contra, segue na pauta tucana – até porque é justamente defendida ardorosamente pelo vice de Aécio, Aloysio Nunes.

O posicionamento de Marina no segundo turno das eleições de 2014 rompe definitivamente os seus laços com o PT. Se em 2010 ela se declarou neutra na disputa entre Dilma e José Serra (PSDB), a desconstrução encampada pelos petistas contra ela colocou um ponto final em qualquer possibilidade dela não tomar uma posição neste ano.

“Faço esta declaração como cidadã brasileira independente que continuará livre e coerentemente suas lutas e batalhas no caminho que escolheu. Não estou com isso fazendo nenhum acordo ou aliança para governar. O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas”, concluiu.

O mais recente apoio não passou em branco pelos tucanos, que até uma charge publicaram com Aécio e Marina lado a lado.