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10/10/2014 10:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Saúde mental: Cinco transtornos mentais da vida contemporânea e como reconhecê-los

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Esta sexta (10) é Dia Mundial da Saúde Mental. É uma ótima oportunidade para se conscientizar da importância da prevenção e do tratamento de distúrbios que possam comprometer nosso bem-estar.

Nunca tivemos tantas neuroses. Pelo menos 20% da população sofre com algum tipo de de distúrbio mental em algum momento da vida.

Mesmo assim, os distúrbios mentais ainda são muito estigmatizados, e procurar tratamento pode ser um desafio. Veja, abaixo, como identificar alguns desses problemas.

1. Depressão: a doença do século

Depressão não é frescura, nem coisa de gente fraca. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2030 a doença deve passar o câncer, os derrames e as guerras como a maior causa mundial de deficiências e morte.

No Brasil, os números são bastante alarmantes: o número de mortes relacionadas à depressão cresceu em 705% nos últimos 16 anos.

Além do componente genético, a competitividade profissional e o estresse podem favorecer o aparecimento da doença. Há alguns estudos que apontam, ainda, o uso de antidepressivos ao desenvolvimento crônico da doença.

O importante é não encarar a doença como um tabu e procurar ajuda sem pestanejar. Rico, pobre, famoso ou zé ninguém: todo mundo está sujeito ao problema, que NÃO deve ser motivo de vergonha.

2. Estamos com medo da nossa própria sombra

Você acorda tarde porque dormiu mal. A caminho do escritório, pode ser atropelado por uma Land Rover, assaltado no ônibus ou pisoteado no metrô.

Chega no trabalho atrasado, com medo de ser demitido porque não está batendo as metas agressivas da sua empresa... Como diz esta reportagem da Super, nunca houve tantos motivos para sentir medo.

Essas sensação de medo constante pode causar sérias crises de ansiedade. Nos EUA, um quinto da população tem transtorno de ansiedade nos EUA. O número é dez vezes maior que na década de 80.

Na medica certa, a apreensão é saudável. Mas se ela durar mais de seis meses e começar a atrapalhar sua concentração, é importante ficar atento. Veja algumas técnicas para controlá-la.

Leia mais: o que acontece com nossa consciência depois da morte?

3. Tudo é estressante!

Para quem mora em uma grande cidade, o estresse é onipresente. A partir do momento em que colocamos o pé para fora de casa, tudo é potencialmente estressante.

Cerca de 43% dos adultos relatam que perdem noites de sono por causa do problema. Felizmente, existem algumas técnicas para controlar a tensãoe relaxar.

4. Esquizofrenia: um transtorno incompreendido

Mais de 2 milhões de brasileiros sofrem com o transtorno que não tem cura, mas pode ser tratado.

O pior obstáculo para o tratamento é o preconceito: é comum que os que sofrem com a esquizofrenia sejam encarados como malucos e acabem se isolando do resto do mundo.

Se tratados de forma adequada, os esquizofrênicos conseguem viver integrados à sociedade. "Elas podem trabalhar, namorar, ter amigos e se divertir", explica Rodrigo Bressan, coordenador do Programa de Esquizofrenia da Unifesp. .Veja aqui como identificar os sinais da doença.

5. Epidemia de hiperatividade?

Nos últimos dez anos, o consumo de metilfenidato -- a "droga da obediência" -- cresceu 775% no Brasil.

A substância, conhecida como Ritalina, é utilizada no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) principalmente de crianças com dificuldades de concentração.

Esses números podem ser considerados positivos se pensarmos que milhares de pessoas que sofrem da doença estão sendo tratadas. Mas será mesmo que tooooodos esses diagnósticos estão corretos?

Como esclarece a blogueira Michele Muller,"como um band-aid, a droga não trata, apenas mascara o problema até o efeito passar".

O problema é que, muitas vezes, o remédio é receitado de forma leviana, e a quí­mica em desenvolvimento do cérebro da criança acaba sendo desequilibrada sem necessidade. O resultado: letargia, insônia, perda de apetite e até depressão severa.