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09/10/2014 19:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Ouça o depoimento de Paulo Roberto Costa, homem-bomba da Petrobras, incriminando PT, PMDB e PP (ÁUDIO)

O homem-bomba da Petrobras, Paulo Roberto Costa, pode fazer um estrago nesta reta final da campanha eleitoral.

Em seu mais recente depoimento à Justiça Federal, nesta quarta-feira (8), ele revelou o esquema de propina para três partidos — PT, PMDB e PP, partidos da base governista.

O áudio do depoimento completo foi disponibilizado hoje (9) no Youtube pelo núcleo multimídia do Estadão (ouça acima).

Costa foi preso pela Polícia Federal no início do ano pela Operação Lava Jato, que desmontou esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele deixou a prisão na semana passada ao se comprometer a delação premiada em troca de redução de pena.

O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras revelou um acordo entre as empresas que faziam obras para a estatal e formavam um cartel.

O valor combinado que as companhias recebiam pelas obras já incluía um "preço excedente", da ordem de 3% do valor líquido do contrato, que seriam "alocados a agentes políticos".

Cada diretoria, que tinha indicação política, celebrava contrato que incluía propina para um partido específico, segundo Costa:

- Refino e Abastecimento

O dinheiro ia para o PP

- Exploração e Produção, Gás e Energia e Serviços

O dinheiro dessas três diretorias ia para o PT

- Internacional

O dinheiro ia para o PMDB

No caso do PP, o responsável por distribuir o dinheiro da propina era o ex-deputado federal José Janene, até 2010, ano de sua morte. E posteriormente o doleiro Alberto Youssef, também preso pela Operação Lava Jato.

No caso do PT, Paulo Roberto Costa diz que o elo com as diretorias era João Vaccari Neto.

Vaccari é atualmente secretário nacional de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores.

Em nota enviada à imprensa, o PT "desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras".

Segundo a legenda, todas as doações para a sigla são legais e registradas pela Justiça Eleitoral.

O presidente do PT, Rui Falcão, diz que a direção nacional analisa "a adoção de medidas judiciais cabíveis", uma vez que têm sido vazados repetidamente depoimentos com "acusações sem provas".