COMPORTAMENTO
09/10/2014 19:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

6 campanhas publicitárias que quebram o estereótipo sobre ser mulher (VÍDEO)

Reprodução

Algumas marcas vêm mudando a forma tradicional de se pensar campanhas publicitárias, em especial, aquelas que, muitas vezes, enxergam a mulher como alguém que não pode liderar ou ser autônoma. Reunimos exemplos de propaganda que quebram certos estereótipos e tratam a mulher com mais respeito.

"Como uma menina", Always


#LikeAGirl (Como uma menina) foi uma campanha publicitária que a marca de absorvente Always lançou no fim de junho deste ano. No vídeo, jovens são perguntados o que significa fazer algo "como uma menina". As reações são bem diferentes: meninos e adultos, em geral, tendem a ter uma reação estereotipada e exagerada, já as garotas mais novas desenvolvem um comportamento de maior confiança, força e determinação. A propaganda descobre que, para muitas pessoas, "parecer uma menina" tem uma conotação ruim e pede que esses estereótipos sejam revistos, pelo menos para quem participou do teste.

"Inspire a mente dela", Verizon Wireless


Em junho deste ano, a operadora de celulares Verizon Wireless lançou a campanha "Inspire Her Mind" (Inspire a mente dela). No vídeo veiculado na TV norte-americana, uma série de situações cotidianas levam as meninas a ouvirem frases como: "não suje seu vestido", "não mexa com isso", "deixe que seu irmão faça isso". De acordo com a peça publicitária, esse tipo de expressão desencoraja as garotas a explorarem situações diferentes e desestimula sua criatividade, em especial em áreas ligadas à ciência e à tecnologia. O resultado disso é mostrado pela própria campanha: 66% das meninas norte-americanas dizem gostar de matemática e ciências na escola, mas apena 18% delas seguem em carreiras, como engenharia.

"Garotas podem, sim", Cover Girl


No começo de 2014, a marca de cosméticos norte-americana, Cover Girl, lançou a campanha #GirlsCan. O vídeo mostra celebridades que se destacam em áreas hostis às mulheres convidando garotas a se desafiarem sempre que ouvirem expressões como "meninas não podem". Para a comediante Ellen Degeneres, a apresentadora Queen Latifah, as cantoras Kate Perry, Janelle Monae e Pink e a jogadora de hóquei Becky G cada "não" pode ser uma oportunidade para uma garota mostrar que pode, sim, ser o que quiser: engraçada, forte, dona do seu próprio negócio.

"Kit para meninas", GoldieBlox


Com um anúncio veiculado no intervalo no campeonato de futebol americano Super Bowl, um dos horários mais nobre da TV dos Estados Unidos, a empresa GoldieBlox lançou, no fim de 2013, uma campanha oferecendo kits para meninas criarem máquinas e resolverem problemas propostos. No vídeo, três meninas assistem entediadas a uma propaganda de bonecas com os estereótipos comuns, como muito cor-de-rosa e princesas. É aí que o trio cria uma mecanismo que, no fim de tudo, desliga a televisão. A própria empresa GoldieBlox foi criada por Debbie Sterling, uma engenheira formada em Stanford que cresceu insatisfeita com as poucas opções de brinquedos que instigavam a criatividade feminina.

"Retratos da real beleza", Dove


Para descobrir a percepção que as mulheres tinham delas mesmas, a marca Dove propôs um desafio. No vídeo, lançado em abril de 2013, a empresa convidou um especialista em retratos falados para desenhar os rostos femininos a partir de uma descrição. Primeiro, era pedido que as personagens se descrevessem, depois, que elas descrevessem à mulher que haviam encontrado na espera. A propaganda mostra como a imagem que temos de nós mesmas é muito diferente, e geralmente, pior, do que a que outras pessoas têm de nós.

"Brilhe Forte", Pantene



Quantas vezes você pede desculpas por algo que não, necessariamente, é sua culpa? No fim de 2013, uma propaganda da Pantene convidou mulheres a serem mais confiantes. Um dos vídeos da campanha #ShineStrong (Brilhe Forte) estimula mulheres a não pedirem desculpas em casa e no trabalho em situações que não precisariam. Em outra peça, lançada no começo deste ano, a campanha pede que o público feminino não deixe que o uso de palavras, como "mandona" e "exigente", impeça que mulheres se tornem líderes.

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