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07/10/2014 18:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02

PT pode alterar programa de governo para atrair apoio de Marina Silva à Dilma Rousseff no segundo turno

Montagem/Estadão Conteúdo

A campanha da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) admitiu que pode fazer alterações em seu programa de governo para atrair apoio de Marina Silva (PSB) no segundo turno. De acordo com o G1, o assunto foi debatido na tarde desta terça-feira (7) em encontro com lideranças do partido.

"Se forem alterações que não comprometam o centro do nosso ideário e as propostas que são fundamentais no nosso projeto, não tem nenhum problema", declarou ao G1 o presidente do PT e coordenador-geral da campanha presidencial, Rui Falcão.

Dilma se reuniu com governadores e senadores da base aliada, eleitos no primeiro turno, e os que disputam o segundo turno, para discutir e definir estratégias na fase final da campanha à reeleição.

"Na política, ninguém toma decisões por mágoa, ninguém. Ela [Marina] tem bastante tempo na política e vai perceber o que é melhor para ela e para a Rede. Ela é uma liderança política nacional e aderir a um dos campos, seja Dilma ou Aécio, ela vai perder um pouco de substância política", concluiu o presidente do PT.

O apoio de Marina também tem sido disputado por Aécio Neves (PSDB), adversário de Dilma no segundo turno. O diretório do PSB de Pernambuco já declarou apoio ao tucano, segundo informações do Estadão.

Transferência de votos

De acordo com analistas entrevistados pela Reuters, o apoio de Marina a Aécio, por si só, não garante a transferência dos votos marineiros ao tucano e, portanto, não é suficiente para assegurar vitória do candidato no segundo turno.

"Não é assim, não é automático. Até porque, como ela não se posicionou na eleição passada, a gente não sabe qual é a sua capacidade de transferência de votos", disse o cientista político Benedito Tadeu César, do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais (Inpro).

Marina teve 22,1 milhões de votos na eleição de domingo (5).

Segundo nota emitida pelo grupo político ligado à candidata, a Rede Sustentabilidade, ainda não há uma decisão sobre apoio de Marina no segundo turno da eleição presidencial.

"Ao contrário do que tem sido afirmado no noticiário nacional, nem a Rede Sustentabilidade, nem Marina Silva definiram seu posicionamento político sobre o segundo turno das eleições presidenciais", diz a mensagem.

(Com informações da Reuters)