NOTÍCIAS
02/10/2014 11:57 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Em artigo na Folha de S.Paulo, ex-ministro do STF Joaquim Barbosa defende que jornais declarem quem é seu candidato favorito

BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 12:  (BRAZIL OUT) President of the Supreme Court Joaquim Barbosa chairs a plenary session on the trial of the criminal action 470, mensalao at the the Supreme Court on September 12, 2013 in Brasilia, Brazil. (Photo by Andre Coelho/Globo via Getty Images)
Globo via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 12: (BRAZIL OUT) President of the Supreme Court Joaquim Barbosa chairs a plenary session on the trial of the criminal action 470, mensalao at the the Supreme Court on September 12, 2013 in Brasilia, Brazil. (Photo by Andre Coelho/Globo via Getty Images)

O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa defendeu, em artigo publicado nesta quinta-feira (2) pela Folha de S.Paulo, que jornais declarem quem é seu candidato favorito a cada processo eleitoral.

"Como muitos leitores e analistas, acho que seria mais transparente a direção do jornal pura e simplesmente declarar as suas 'afinidades eletivas', como fazem de tempos em tempos o 'Le Monde', o 'New York Times', a revista 'The Economist'. O leitor entenderia e aplaudiria", escreveu Barbosa.

Para o ministro aposentado, a Folha "erra redondamente no seu esforço de querer se mostrar neutro. Não é".

Nos últimos dias, o jornal paulista convidou personalidades importantes e bastante conhecidas como o publicitário Nizan Guanaes e a atriz Fernanda Torres para serem "ombudsman por um dia".

Há 25 anos, a Folha criou o cargo de ombudsman: um jornalista pago pelo jornal para criticar a própria Folha.

Em seu texto, Barbosa também criticou "a ausência do olhar do negro, do mulato e de outros segmentos sociais." "É como se o jornal e os seus colunistas se dirigissem exclusivamente às classes média alta e alta, supostamente caucasiana, a que muitos jornalistas equivocadamente julgam pertencer", diz.

Mas ele também fez elogios: "A Folha foi a grande referência cultural e política dos jovens da minha geração, os que consolidaram ou formaram a sua consciência político-cultural e social já no ocaso da ditadura."

Leia o texto completo de Joaquim Barbosa publicado nesta quinta (2).

LEIA TAMBÉM

DataPost: saiba quem a nossa redação elegeria Presidente da República