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30/09/2014 16:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

EUA e Afeganistão assinam acordo para permanência de tropas americanas após 2014

U.S. Army Sgt. Joseph Evans scans the area through a pair of binoculars while Spc. Brendon Quisenberry pulls rear security during a security halt on a route reconnaissance mission near Mir-e, Afghanistan, April 4, 2007. The Soldiers are from Headquarters and Headquarters Company, 2nd Battalion, 508th Parachute Infantry Regiment. (U.S. Army photo by Staff Sgt. Michael L. Casteel) <a href="http://www.army.mil">www.army.mil</a>
The U.S. Army/Flickr
U.S. Army Sgt. Joseph Evans scans the area through a pair of binoculars while Spc. Brendon Quisenberry pulls rear security during a security halt on a route reconnaissance mission near Mir-e, Afghanistan, April 4, 2007. The Soldiers are from Headquarters and Headquarters Company, 2nd Battalion, 508th Parachute Infantry Regiment. (U.S. Army photo by Staff Sgt. Michael L. Casteel) <a href="http://www.army.mil">www.army.mil</a>

Autoridades do Afeganistão e dos Estados Unidos assinaram nesta terça-feira (30) um acordo de segurança para permitir a permanência de tropas americanas no país após o fim do ano, cumprindo uma promessa de campanha do novo presidente afegão, Ashraf Ghani.

O assessor de segurança nacional do Afeganistão, Hanif Atmar, e o embaixador dos EUA, James Cunningham, assinaram o acordo bilateral no palácio presidencial, em uma cerimônia transmitida pela televisão, um dia após Ghani tomar posse.

"Como um país independente, nós assinamos esse acordo para a estabilidade, o bem e a prosperidade do nosso povo, a estabilidade da região e do mundo", disse Ghani em discurso após a assinatura do acordo.

O antecessor de Ghani, Hamid Karzai, recusou-se durante bastante tempo a assinar o acordo, o que afetou as relações do Afeganistão com os Estados Unidos. Karzai citava sua indignação com as mortes de civis e afirmava que a guerra não era do interesse do país.

Sob os termos do acordo, cerca de 12 mil soldados estrangeiros devem ficar no país para treinar e ajudar as forças de segurança afegãs após o encerramento formal da missão militar liderada pelos EUA e de sua missão de combate, no fim de 2014.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em comunicado que o acordo reflete a continuidade do apoio dos Estados Unidos ao governo de unidade do Afeganistão.

"Nós esperamos trabalhar com esse novo governo para consolidar uma parceria duradoura que fortaleça a soberania, estabilidade, unidade e prosperidade do Afeganistão, e que contribua para nosso objetivo compartilhado de derrotar a Al Qaeda e suas afiliadas extremistas", afirmou.

O embaixador Cunningham disse que o acordo mostra que os Estados Unidos permanecem comprometidos com o Afeganistão, onde tropas estrangeiras têm atuado desde a derrubada em 2001 do governo radical islâmico do Taliban.

"É uma escolha dos Estados Unidos de continuar cooperando com nossos parceiros afegãos em duas missões importantes de segurança: treinar e equipar as forças afegãs e apoiar a cooperação contra o terrorismo", disse Cunningham.

Minutos após o acordo de segurança ter sido assinado, um pacto similar com a Otan foi ratificado para permitir que os membros europeus da aliança contribuam com uma força estrangeira residual no Afeganistão.