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22/09/2014 10:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Estado Islâmico convoca seguidores a matar cidadãos dos países de coalizão antiterrorista

Reprodução / Twitter / AP Photo

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) pediu nesta segunda-feira (22) que seus seguidores matem os cidadãos dos países que participam da aliança criada pelos Estados Unidos contra os jihadistas.

“Se você pode matar um infiel americano ou europeu, especialmente o vingativo e sujo francês, ou um australiano ou um canadense, ou qualquer um dos infiéis que fazem a guerra, incluídos os cidadãos dos países que entraram na coalizão contra o EI, então confie em Deus e o mate de qualquer maneira”, diz porta-voz do grupo, Abu Mohammed al Adnani, em um vídeo divulgado na internet.

“O EI não começou a guerra contra vocês, tal como fizeram imaginar seus governos e meios de comunicação. Vocês que começaram a agressão contra nós”, fala Adnani, advertindo que os cidadãos dos países da coalizão “pagarão um alto preço” por seu envolvimento na guerra.

O jihadista previu o “colapso das economias” destes Estados, assim como graves ferimentos e morte para aqueles que são enviados para combater os radicais.

“Vocês [os cidadãos dos países da coalizão] pagarão o preço sentindo o medo de viajar para qualquer lugar, quando caminharem pelas ruas, virando para a direita e esquerda, temendo os muçulmanos. Não se sentirão seguros nem em seus quartos e os atacaremos em sua terra”, afirmou o porta-voz do EI.

Segundo o extremista, os EUA e seus aliados permaneceram “inalterados diante do sofrimento” dos muçulmanos sunitas nas mãos dos regimes sírio e iraquiano.

Os Estados Unidos começaram a bombardear posições do EI no Iraque em 8 de agosto e depois a França adotou a mesma postura.

O governo americano trabalha para construir uma coalizão internacional – integrada por enquanto por trinta países – para lutar contra o grupo extremista no Oriente Médio e aniquilar suas células e colaboradores em outros países.

Síria

O EI tomou mais de cem povoados de maioria curda nos arredores da cidade de Kobani, na província de Aleppo, no norte da Síria, informou nesta segunda Esmat Sheij Hasan, que faz parte das forças de defesa curdas.

A ofensiva dos jihadistas contra a região, um dos principais redutos curdos da Síria, começou na terça-feira passada e provocou a fuga de mais de 130 mil cidadãos curdos para a Turquia, segundo números divulgadas hoje pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Hasan disse que estão ocorrendo choques intensos entre o EI e as Unidades de Proteção do Povo Curdo em áreas ao leste, sul e oeste de Kobani.

Ele revelou que os radicais islâmicos empregam armas pesadas e tanques na ofensiva, e solicitou ajuda da comunidade internacional para evitar um “massacre”. Dentro de Kobani, a situação humanitária é grave porque a população está sem alimentos e água, alertou Hasan.

O EI proclamou um califado no Iraque e na Síria em 29 de junho nos territórios da Síria e do Iraque sob seu domínio.

Os curdos estão demonstrando uma forte resistência ao avanço dos extremistas sunita tanto no território sírio como iraquiano.

Os curdos sírios se concentram principalmente na província de Al Hasaka e nas regiões de Afrin e Kobani, também conhecida como Ain Arab, assim como em Aleppo, e representam 9% da população do país.

Com agências EFE e France-Presse

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