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20/09/2014 18:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Nível do sistema Cantareira cai para 8,2%, o menor nível da história de sua capacidade

NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO

O nível das reservas de água das represas do Sistema Cantareira, que abastece a maior parte da Grande São Paulo, chegou neste sábado (20), a apenas 8,2% de sua capacidade. Isso levando em consideração os 182,5 bilhões de litros de água que compõem o volume morto.

As represas estavam neste mesmo índice quando a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) decidiu usar o recurso extra, fato inédito até então. O processo, entretanto, passa por dificuldades técnicas, como mostrou o jornal O Estado de S.Paulo neste sábado.

Com a seca extrema, a companhia tem tido dificuldade para fazer a água dos fundos das represas chegar até as bombas que a leva para as comportas de captação. A Sabesp nega o problema. Sem chuvas, o sistema pode secar em 27 de outubro.

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Nesta sexta (19), a Agência Nacional de Águas (ANA) propôs o fim do grupo técnico formado por órgãos reguladores para auxiliar o governo paulista em sua gestão do Sistema Cantareira. Em ofício, a ANA também comunicou sua saída do grupo por discordar da postura da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos sobre os limites adotados para captação de água e abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.

Em nota, a agência vinculada ao Ministério do Meio Ambiente afirma que o secretário paulista de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, havia aceitado reduzir a vazão do Cantareira para a região metropolitana de São Paulo para 18,1 mil litros por segundo, a partir de 1º de outubro, e para 17,1 mil litros por segundo, a partir de 1º de novembro. Atualmente, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem retirado 19 mil litros por segundo para abastecer cerca de 6,5 milhões de pessoas. Antes da crise, eram 30 mil litros para 8,8 milhões de clientes. Leia mais

(Com Estadão Conteúdo)