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17/09/2014 21:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Marina Silva: 'Adversários falam que vou acabar com tudo; isso não é uma pessoa, é o Exterminador do Futuro'

Montagem/Internet/Estadão Conteúdo

A candidata Marina Silva (PSB) tenta desmontar os boatos que a campanha do PT vem espalhando nas ruas e nas redes. Militantes favoráveis à reeleição da presidente Dilma Rousseff têm afirmado que, se eleita, a ex-ministra vai acabar com programas sociais implementados pelos governos do PT e até mesmo com concursos públicos.

Em uma entrevista coletiva com internautas via Facebook, Marina esclareceu que vai manter todos os programa do governo petista, como Bolsa Família, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida, e repudiou os ataques do que chamou de "marketing selvagem", sobretudo da campanha de Dilma.

"Os adversários falam que vou acabar com tudo... É tanta coisa que isso já nem é uma pessoa; só se fosse o Exterminador do Futuro", ironizou, lembrando a personagem eternizada por Arnold Schwarzenegger.

"Todo dia você tem um filmezinho contando uma história mentirosa, dizendo que farei um caminhão de maldades", disse, em referência aos vídeos da campanha de Dilma. Um dos mais controversos associa, de forma falaciosa, a autonomia do Banco Central — bandeira de Marina — a uma série de efeitos negativos.

Para a ex-senadora, o PT e o PSDB estão desesperados com a força da candidatura dela, a despeito de ter menos recursos na campanha, em relação aos dois partidos, e apesar de ter um tempo de TV limitado a dois minutos.

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Concursos públicos

Marina também prometeu manter os concursos públicos e aproveitar melhor os servidores de carreira.

Segundo ela, a maior parte dos cargos de livre provimento hoje não é ocupada por funcionários públicos, mas por indicações políticas.

"A juventude reclama que passa em concurso público, entra dentro de ministério, dentro de uma diretoria, e é orientada por chefes e chefetes que não sabem nem sentar na cadeira daquela repartição", afirmou. "São chefes indicados por critérios políticos, pura e simplesmente para exercer tráfico de influência."

Ela lembrou que, quando esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, teve o apoio de servidores "jovens, sonhadores e competentes", que sempre tiveram espaço para realizar seu trabalho.