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13/09/2014 19:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Marina rebate ataques do PT: 'Usam os mesmos preconceitos e mentiras lançados contra Lula'

Montagem/Estadão Conteúdo

Na reta final da campanha eleitoral, o Partido dos Trabalhadores continua sua saraivada de pedras contra a candidata Marina Silva (PSB), principal entrave para a reeleição de Dilma Rousseff (PT). Neste sábado (13), a pessebista se dirigiu pela primeira vez ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no horário eleitoral, relembrando como lutou para desmontar boatos e preconceitos sobre ele em eleições anteriores.

"Eu colocava a camisa do Lula e ia combater cada preconceito que era lançado contra ele", disse Marina, no programa de TV, sobre as pechas de "analfabeto" e "sem experiência administrativa" para governar o Brasil. "A gente ia pra frente de batalha para defendê-lo."

Marina diz que não se abala, apesar da decepção com a militância petista. "Eu nunca imaginei que eles iriam usar os mesmos preconceitos, as mesmas mentiras... Nem criativos eles são", criticou.

Na noite de quinta-feira (11), Marina chegou a chorar ao falar de Lula. Questionada pela Folha de S. Paulo sobre as alfinetadas de Lula contra ela, a ex-senadora se emocionou. "Eu não posso controlar o que Lula pode fazer contra mim, mas posso controlar que não quero fazer nada contra ele", respondeu.

O petista não mudou o tom com sua ex-aliada. Neste sábado (13), ele afirmou que Marina cria "inverdades", segundo a Folha.

"Dona Marina não precisa contar inverdades a meu respeito para chorar", disparou. "Nunca falei mal de dona Marina e vou morrer sem falar mal dela."

A campanha do PT vem disseminando a mensagem de que Marina, ao defender a autonomia do Banco Central, vai entregar aos banqueiros "o poder de decisão" sobre a vida dos eleitores — "os juros que você paga, seu emprego, preços e salário", diz a propaganda em tom sombrio.

Lula e Dilma também têm dito que Marina rejeita o pré-sal e quer acabar com ele — o que tiraria dinheiro da saúde e educação. Nesta semana, ela rebateu os petistas e defendeu a exploração dessa riqueza e as regras de distribuição dos royalties do petróleo para saúde e educação.

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