NOTÍCIAS
12/09/2014 14:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Fifa trava parceria com ONU na Libéria para deter epidemia de Ebola

Thinkstock

A Fifa, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), deu um importante passo, nesta quinta-feira (11), para deter o avanço do Ebola na África Ocidental. Em Monrávia, capital da Libéria, o gramado do Estádio Antoinette Tubman, doado pela entidade que rege o futebol mundial à Federação Liberiana de Futebol, receberá duas grandes unidades de tratamento de Ebola.

A escolha do local se deu após a Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliar que o campo de futebol é o espaço mais adequado em termos de eficácia e segurança para abrigar um centro de tratamento do vírus, que se espalha de forma assustadora no oeste da África, com 4366 casos, entre confirmados, suspeitos e prováveis, e 2218 mortes, segundo a OMS. Neste sentido, a Fifa, em concordância com uma de suas missões, que é de “construir um futuro melhor", deu guarida a esta proposta de transformar um local de prática esportiva em unidades de tratamento da doença.

"Graças à colaboração frutífera, fundamental e contínua entre a FIFA e as Nações Unidas, hoje podemos usar o poder do futebol para combater a epidemia de Ebola", afirmou o presidente da Fifa, Joseph Blatter. "Para dirimir qualquer dúvida sobre o impacto das unidades de tratamento sobre o gramado recentemente instalado, a FIFA também se propôs a arcar com os custos de qualquer dano”, completou.

O conselheiro especial do secretário-geral das Nações Unidas, Wilfried Lemke, frisou que o surto da doença também causa um forte impacto sobre a comunidade esportiva, afetando a saúde dos atletas e restringindo o deslocamento destes, implicando, assim, na restrição de disputa de competições.

"As autoridades nacionais, a ONU e o mundo do esporte precisam trabalhar em conjunto para impedir a propagação da doença. O compromisso das organizações esportivas com o apoio aos nossos esforços é muito bem-recebido e crucial. Espero que muitos se unam a esta luta. Em particular, fiquei muito satisfeito ao conferir a promessa da entidade de apoiar medidas de saúde ao concordar em arcar com possíveis danos ao gramado do estádio Antoinette Tubman em Monróvia, Libéria, o qual foi designado para o uso de centros de tratamento de Ebola”, disparou Lemke.

Além do empréstimo do campo de futebol, a Fifa pode dar outros passos importantes, no futuro próximo, para ajudar a estancar a epidemia no continente: na próxima reunião do Comitê de Finanças, no dia 25 de setembro, a entidade irá propor o uso de recursos do seu fundo de solidariedade para ajudar as federações afiliadas dos países afetados (Serra Leoa, Libéria e Guiné) na luta contra o Ebola. O eventual apoio financeiro adicional deverá ser feito, mais uma vez, em solidariedade com uma iniciativa da ONU.