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11/09/2014 20:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Professor perde o emprego em colégio do Rio após formular a seguinte pergunta: "quem é pior? Nazistas ou judeus?"

Reprodução/FIERJ

Parece incoerente comparar o Holocausto com o atual conflito na Faixa de Gaza, certo? Bem, nem para todo mundo. Foi esse o motivo de uma grande polêmica em um colégio do Rio de Janeiro. Um professor de geografia acabou demitido depois de incluir uma questão que comparava nazistas e judeus.

“Conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler durante o nazismo. Atualmente um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo que viver em assentamentos controlados por Israel. Chegaram invadindo terras e assassinando... Quem será pior? Nazistas ou judeus?”, dizia a questão do exame.

Questão polêmica rende anulamento de exame e demissão de professor (Reprodução/FIERJ)

A pergunta constava em um exame da 8ª série do Colégio Andrews, que fica no bairro do Humaitá, na zona sul do Rio. O incidente chegou ao conhecimento da Federação Israelita do Rio (FIERJ), que entrou em contato com a instituição de ensino e confirmou a veracidade do assunto.

Ao G1, o diretor do colégio, Pedro Flexa Ribeiro, confirmou o afastamento do professor.

“Esse episódio revela que infelizmente a abordagem dada pelo professor não corresponde ao projeto educativo do colégio. A prova foi anulada, o professor foi desligado e a equipe da escola passou o dia de hoje e, vai passar os próximos dias, entrando em sala de aula para refletir e tentar extrair desse episódio alguma coisa consequente em termos educativos e informativos”, comentou.

Colégio encaminhou comunicado aos pais e alunos (Reprodução/Colégio Andrews)

A direção da FIERJ promete entrar com uma ação contra o professor por conta do episódio, informou o jornal O Globo. A publicação cita ainda outros dois colégios nos quais foram registrados incidentes semelhantes.

“Não vamos tolerar antissemitismo. E, vindo de um professor, isso é ainda mais grave, pois pode induzir os estudantes a se tornarem pessoas preconceituosas. Se não cortarmos o mal pela raiz, daremos margem para erros do passado serem cometidos de novo”, ponderou o presidente da FIERJ, Jayme Salim Salomão.

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