COMPORTAMENTO
11/09/2014 19:18 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Lições de Vida: deixando para trás o medo e aprendendo a viver a vida ao máximo – a sabedoria dos meus vinte e poucos anos

Nós do HuffPost acreditamos piamente que todo mundo – não importa a idade – pode recorrer à sua sabedoria interior e compartilhar valiosas lições de vida com as pessoas que estão ao seu redor.

Por isso nós cada membro da equipe de Estilo de Vida compartilha lições que aprenderam na vida (até esse ponto). Afinal de contas, todos da equipe têm menos de 35 anos.

Quando eu comecei a escrever esse ensaio eu pensava que 26 anos era uma idade bastante comum: eu já estava trabalhando há alguns anos, vivendo longe de casa há mais tempo, criado várias amizades e me apaixonado e sofrido desilusões amorosas algumas vezes.

Mas cada vez mais estou descobrindo que esse é um período de muitas transições na minha vida. É uma fase em que estou deixando para trás as bebedeiras excessivas, os dias de poucas preocupações, à medida em que caminho em direção aos meus trinta anos, onde maiores responsabilidades e uma necessidade maior de liberdade me aguarda – que felicidade!

Então aqui estão as lições que aprendi com a vida (até agora)…

Amigos

Houve uma época em que eu morria de medo de não aproveitar tudo que a vida tinha para oferecer. Eu me desdobrava para ter muitos amigos, corria de grupo em grupo, tentando preencher ao máximo as minhas noites e finais de semana.

Depois de um tempo, as minhas olheiras e bocejos incontroláveis nas segundas de manhã me fizeram decidir que era necessário mudar.

Hoje em dia, eu prezo a qualidade mais do que a quantidade. Eu não ocupo mais o meu tempo nutrindo amizades questionáveis, ao invés disso prometi a mim mesma que me preocuparei apenas com as pessoas que eu verdadeiramente valorizo – e amigos que estão dispostos a caminhar comigo até o fim.

Isso também me fez pensar sobre o que é ser um bom amigo. Minha conclusão foi que é preciso ter vários tipos de amigos.

Eu percebi que temos amigos por razões diferentes – alguns nos dão ótimos conselhos, outros servem de ótimas companhias em baladas. Antes eu queria que cada amigo oferecesse tudo que eu buscava, mas quando eu me conformei que isso não aconteceria, as minhas amizades se tornaram mais ricas e menos estressante.

Família

Como muitos adolescentes, eu costumava sentir vergonha dos meus pais.

Eu me deitava no banco traseiro da lata-velha que o meu pai dirigia e exigia que ele parasse antes da escola para que ninguém me visse descendo do carro. Que horror. Eu tinha 14 anos, deveria ter agido diferente.

Ainda bem que agora eu passei dessa fase. (E isso não tem nada a ver com o fato de que ele vendeu aquele carro).

À medida que fui amadurecendo, tenho visto os meus pais com outros olhos. Eles são super compreensivos e me apoiam tanto que eu poderia largar o meu emprego para me tornar dançarina do ventre e ainda me dariam os parabéns.

O amor deles é incondicional. E é só agora, como adulta, que estou começando a de fato apreciar a ótima base que essa criação tem dado a mim e a meu irmão.

Trabalho

Aos 26, sou solteira, sem filhos ou outra grande responsabilidade com um financiamento de uma casa, a minha maior responsabilidade é a minha carreira. E isso já deixa os meus neurônios bastante ocupados.

Eu sempre fui ambiciosa. Mas quando eu superei a empolgação de conseguir o meu primeiro emprego, de repente me vi rodeada de pessoas talentosas, com perfis descolados no LinkedIn, e aquela ambição logo começou a me prejudicar.

Mas agora, ao invés de tentar correr antes de caminhar ou ficar me preocupando por não estar no caminho certo, estou direcionando essa energia. Eu já defini objetivos claros e viáveis (curto e longo prazo).

No momento tenho a sorte de ter um gerente pró-ativo que me apoia e está comprometido com o meu desenvolvimento. Mas nem sempre foi ou será assim. Então eu jurei sempre assumir o controle do meu próprio progresso – desafiando a mim mesma, olhando adiante para determinar quais serão os próximos passos (mas não muito distantes), sendo sempre realista sobre as minhas habilidades.

Amor

Estou numa idade em que os amigos ao meu redor estão ficando noivos e decidindo morar juntos, então a pressão que os solteiros sentem para encontra uma cara-metade aumenta com as perguntas indiscretas dos amigos: “Você está namorando alguém?”, “O que aconteceu com aquele cara que você gostava, as coisas estavam indo tão bem?”

É compreensível que isso deixe alguns dos meus amigos irritados – o que muitas vezes acaba com uma visita desesperada ao Par Perfeito – ou à criticar os relacionamentos de outros casais.

Mas sabe de uma coisa? Não há nada de errado com estar solteiro. Acho que as pessoas solteiras devem parar de contar quanto tempo faz desde a última transa e aproveitar o momento que estão vivendo.

Voltei à condição de solteira faz pouco tempo, e estou bastante animada com as perspectivas. Não porque eu queira sair transando com desconhecidos, mas porque eu tenho tempo para mim mesma – para ler, ir à academia, dormir, colocar o papo em dia com os amigos (só com os bons amigos, é claro, veja acima) – todas as coisas que eu acabava deixando de lado quando eu tinha que encontrar tempo para um relacionamento.

Tudo isso sem falar do espaço a mais que você ganha dormindo na cama de casal.

Meu ‘Eu’

Arianna Huffington fala sobre aquele ‘colega chato que vive em nossa mente’, mas as vezes parece que eu tenha uma multidão deles na minha – apontando os meus erros, questionando as minhas escolhas e minimizando as minhas conquistas.

As vezes essas vozes parecem abafar todos os outros sons. Aí eu acabo passando dias sob um edredom ou chorando, mas aos poucos estou aprendendo a calar essas vozes e assumir o controle do meu auto-questionamento. É claro que as vezes acabo voltando aos velhos hábitos.

Apesar de ser importante reconhecer seus pontos fortes e fracos, não há necessidade de concentrar-se neles, seja para se exaltar ou se castigar.

Ao invés disso, tento me considerar uma obra inacabada.

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