NOTÍCIAS
10/09/2014 21:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Buraco na camada de ozônio deve fechar até 2050, diz ONU

About AIRSThe Atmospheric Infrared Sounder, AIRS, in conjunction with the Advanced Microwave Sounding Unit, AMSU, sense emitted infrared and microwave radiation from the Earth to provide a three-dimensional look at Earth's weather and climate. Working in tandem, the two instruments make simultaneous observations all the way down to the Earth's surface, even in the presence of heavy clouds. With more than 2,000 channels sensing different regions of the atmosphere, the system creates a global, 3-dimensional map of atmospheric temperature and humidity, cloud amounts and heights, greenhouse gas concentrations, and many other atmospheric phenomena. The AIRS and AMSU fly onboard NASA's Aqua spacecraft and are managed by the Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, California, under contract to NASA. JPL is a division of the California Institute of Technology in Pasadena.CreditNASA/JPL AIRS ProjectDownload the imageVarious sizes of the image are available, and there are two ways to download:1) Right-click on the image. Click on a size next to "View all sizes".2) Click on the "Actions" menu located above the image. Select "View all sizes".ResourcesAdditional formats and frames ›Atmospheric Infrared Sounder web site ›How to get the AIRS dataData Products ›Data Portals ›Documentation ›" data-caption="AIRS provides a daily global 3-dimensional view of Earth's ozone layer. Since AIRS observes in the thermal infrared spectral range, it also allows scientists to view from space the Antarctic ozone hole for the first time continuously during polar winter. This image sequence captures the intensification of the annual ozone hole in the Antarctic Polar Vortex.______________________________________________________________________About AIRSThe Atmospheric Infrared Sounder, AIRS, in conjunction with the Advanced Microwave Sounding Unit, AMSU, sense emitted infrared and microwave radiation from the Earth to provide a three-dimensional look at Earth's weather and climate. Working in tandem, the two instruments make simultaneous observations all the way down to the Earth's surface, even in the presence of heavy clouds. With more than 2,000 channels sensing different regions of the atmosphere, the system creates a global, 3-dimensional map of atmospheric temperature and humidity, cloud amounts and heights, greenhouse gas concentrations, and many other atmospheric phenomena. The AIRS and AMSU fly onboard NASA's Aqua spacecraft and are managed by the Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, California, under contract to NASA. JPL is a division of the California Institute of Technology in Pasadena.CreditNASA/JPL AIRS ProjectDownload the imageVarious sizes of the image are available, and there are two ways to download:1) Right-click on the image. Click on a size next to "View all sizes".2) Click on the "Actions" menu located above the image. Select "View all sizes".ResourcesAdditional formats and frames ›Atmospheric Infrared Sounder web site ›How to get the AIRS dataData Products ›Data Portals ›Documentation ›" data-credit="Atmospheric Infrared Sounder/Flickr">

Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio parou de aumentar e caminha para ser recuperada.

O buraco sobre a Antártida deve começar a se reduzir a partir de 2020, e será completamente reconstituído até 2050.

As informações são um relatório da ONU publicado nesta quarta (10), com as conclusões de um estudo que durou quatro anos e envolveu cerca de 300 cientistas.

Isso deve ter um forte impacto sobre as condições climáticas do Hemisfério Sul, onde o buraco na camada de ozônio chega a 29,5 milhões e quilômetros quadrados.

Se no último relatório, de 2010, não havia sinalização de qualquer tipo de melhoria, agora o prognóstico é muito mais animador.

A entidade comemora a descoberta e atribui a recuperação à cooperação internacional em reduzir as emissões de gases nocivos.

A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes.

"Diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner.

Consciência Ambiental

O auge do problema foi identificado em 1993. Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%.

A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguiram ser evitados até 2030.

Para os cientistas, o que garantiu o resultado foi a aplicação do Protocolo de Montreal que, em 1987, estabeleceu regras para o uso de certos produtos, como o CFC, empregados em geladeiras e aerossóis.

O acordo foi fechado depois que se constatou que, em todo o mundo, a camada encolheu de forma dramática em toda a década de 80 e parte dos anos 90. Desde então, as emissões de CFC caíram em 90%.

(Com Estadão Conteúdo)