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09/09/2014 16:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Rebelde revelou paradeiro de jornalista americano ao Estado Islâmico por quantia milionária

Reprodução/Twitter

A família de Steven Sotloff disse, nesta terça-feira (9), que o paradeiro do jornalista na Síria foi revelado aoEstado Islâmico por um rebelde, que recebeu uma quantia que pode chegar a US$ 50 mil dólares.

A informação foi repassada pelo representante da família do jornalista, que foi decapitado pelo grupo sunita fundamentalista na semana passada.

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Barak Barfi disse à CNN que “alguém na fronteira fez um telefonema ao Estado Islâmico, que montou um ‘checkpoint’ falso” para capturar Sotloff.

Barfi fez severas críticas ao governo dos EUA, e disse que o delator de Sotloff é “um dos chamados rebeldes moderados, que o povo deseja que nosso governo apoie”.

O jornalista foi sequestrado em agosto do ano passado, mas sua captura tinha sido mantida em segredo pela família. Sotloff apareceu pela primeira vez em um vídeo do Estado Islâmico em 19 de agosto, quando o também jornalista americano James Foley foi decapitado. Foi quando seu sequestro se tornou público.

“Quando Steve apareceu no vídeo, sua família fez um simples pedido ao governo, e esse pedido foi recusado”. Barfi não revelou o teor da solicitação, para preservar a segurança de outros reféns.

Ele afirmou ainda que a relação entre a família Sotloff e a Casa Branca é “bastante tensa” e disse que a família cogita intervir para interromper os vazamentos de informações sobre o período que o jornalista foi mantido em cativeiro.

“Sabemos que a inteligência e a Casa Branca estão enredadas em um jogo maior de lutas burocráticas e que Jim [Foley] e Steve [Sotloff] são peões nesse jogo. E isso não é justo”.

A porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Caitlin Hayden, disse que a administração central está empenhada nos casos de Sotloff e Foley.

“Condenamos os assassinatos e continuamos empenhados em trazer os autores desses crimes à justiça”, disse ela, em nota enviada à CNN.