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09/09/2014 20:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Bóson de Higgs poderia destruir o Universo, diz Stephen Hawking

ASSOCIATED PRESS
Physicist and best-selling author Stephen Hawking appears, Saturday, June 16, 2012, in Seattle. Hawking was taking part in the Seattle Science Festival Luminaries Series. (AP Photo/Ted S. Warren)

O bóson de Higgs tem potencial para destruir o Universo. Essa é a conclusão do físico teórico Stephen Hawking em prefácio do livro “Starmus”, uma coletânea de palestras de cientistas e astrônomos, como Neil Armstrong e Buzz Aldrin.

Segundo Hawking, níveis energéticos muito elevados da partícula podem torná-la instável. Esse processo causaria uma decadência catastrófica do vácuo, o que levaria a um colapso do espaço e tempo.

Porém, um desastre como este é improvável. Isso porque os físicos não têm um acelerador de partículas grande o suficiente para criar um experimento desse tipo de experimento.

Segundo Hawking, o potencial da partícula é preocupante apenas em níveis energéticos acima de 100 bilhões de GeV (giga elétron-volts, medida padrão para a massa de partículas subatômicas). Mas uma máquina dessas precisaria ser enorme e é improvável que seja financiada no atual clima econômico.

O Lhc e a Partícula de Deus

Atualmente, o LHC, o Grande Colisor de Hádrons, do Cern (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), é considerado o maior acelerador de partículas do mundo. É nele onde os cientistas buscam resolver as lacunas da física moderna.

O acelerador é capaz de colidir partículas, como prótons, quando dois feixes de energia são disparados em direções opostas. A máquina faz as partículas subatômicas viajarem a velocidade da luz para simular as condições do Big Bang, explosão que deu origem ao Universo há mais de 14 bilhões de anos.

Foi dessa forma que os físicos comprovaram a existência do bóson de Higgs, também conhecido como Partícula de Deus. Segundo a teoria moderna do Modelo Padrão, essa partícula e o campo energético a ela associada foram responsáveis por conferir massa à matéria após o Big Bang.

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O Bóson de Higgs foi proposto há mais de 40 anos para explicar a origem das massas das partículas pelo físico Peter Higgs. Ele sugeriu que todas as partículas não possuíam massa logo após o Big Bang.

Conforme o cosmos esfriou, um campo de força invisível, o “campo de Higgs”, se formou com seus respectivos bósons (um tipo de partícula subatômica). O campo permanece no cosmos e qualquer partícula que interaja com ele recebe uma massa através dos bósons. Quanto mais interagem, mais pesadas se tornam.

Nota: O bóson de Higgs ficou conhecido como Partícula de Deus após a publicação do livro "A Partícula de Deus: Se o Universo é a resposta, qual é a pergunta?", escrito em 1993 pelo físico Leon Lederman, ganhador do Prêmio Nobel.

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